Publicação
Autonomia, mobilidade e percepção espacial das crianças e jovens
| Resumo: | As crianças têm vindo a perder a sua autonomia e mobilidade. Raramente se vê uma criança a brincar na rua, a se deslocar para a escola a pé ou a passear (cf. Relatório mundial do Policy Studies Institute (2015), Christensen et all (2011), Lansky et all (2014), Neto (2008)). É importante alertar para esta problemática e desta forma haver uma intervenção a nível das políticas públicas para que as crianças participem mais e tenham mais mobilidade. Entre estes programas de política pública que visam uma maior participação das crianças, autonomia e mobilidade, importa referir designadamente o da UNICEF intitulado “Cidades Amigas das Crianças”, “Cidades Educadoras” e “Cidade das Crianças”, este último promovido a partir das propostas de Francesco Tonnuci (2009). No que diz respeito à percepção espacial importa referir que está presente em vários momentos do dia-a-dia, pois é com a percepção que conseguimos sair e regressar a casa, fazer actividades de lazer, conduzir (cf. Carniel et all, 2011). Esta dissertação assenta num estudo de caso no âmbito de um projecto de intervenção, a Carta da Cidadania Infanto-Juvenil (CCIJ), em que as questões da mobilidade e autonomia são perspetivadas no âmbito da cidadania visando a construção de políticas públicas. Os participantes da investigação são 19 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 7 e os 14 anos, que participam no Projecto da Carta da Cidadania Infanto-Juvenil, residentes em Abação, S. Torcato e Fermentões e os respetivos técnicos que estão a desenvolver o projecto. As técnicas de recolha de dados são a análise documental, nomeadamente, todos os documentos produzidos sobre a mobilidade territorial no âmbito do projecto. Ainda a entrevista a crianças e jovens com um guião semiestruturado, pretendendo-se saber a opinião das crianças acerca do Município, o que melhoravam, a sua rotina diária, o seu nível de autonomia e mobilidade e a realização de um desenho acerca da cidade. Por fim, foi utilizada a técnica da observação. As principais conclusões obtidas, na investigação são que estas crianças e jovens apresentam uma mobilidade e autonomia reduzida o que revela que é necessária uma intervenção a nível das políticas públicas. A maioria das crianças entrevistadas não conhecem muito bem a cidade onde vivem, não se sabe orientar pelas ruas, nem se desloca a serviços, como por exemplo, biblioteca, piscinas… |
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| Autores principais: | Eiras, Cláudia Sofia Pereira |
| Assunto: | Mobilidade Autonomia As crianças e a cidade Percepção Mobility Autonomy Children and the city Spatial perception |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As crianças têm vindo a perder a sua autonomia e mobilidade. Raramente se vê uma criança a brincar na rua, a se deslocar para a escola a pé ou a passear (cf. Relatório mundial do Policy Studies Institute (2015), Christensen et all (2011), Lansky et all (2014), Neto (2008)). É importante alertar para esta problemática e desta forma haver uma intervenção a nível das políticas públicas para que as crianças participem mais e tenham mais mobilidade. Entre estes programas de política pública que visam uma maior participação das crianças, autonomia e mobilidade, importa referir designadamente o da UNICEF intitulado “Cidades Amigas das Crianças”, “Cidades Educadoras” e “Cidade das Crianças”, este último promovido a partir das propostas de Francesco Tonnuci (2009). No que diz respeito à percepção espacial importa referir que está presente em vários momentos do dia-a-dia, pois é com a percepção que conseguimos sair e regressar a casa, fazer actividades de lazer, conduzir (cf. Carniel et all, 2011). Esta dissertação assenta num estudo de caso no âmbito de um projecto de intervenção, a Carta da Cidadania Infanto-Juvenil (CCIJ), em que as questões da mobilidade e autonomia são perspetivadas no âmbito da cidadania visando a construção de políticas públicas. Os participantes da investigação são 19 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 7 e os 14 anos, que participam no Projecto da Carta da Cidadania Infanto-Juvenil, residentes em Abação, S. Torcato e Fermentões e os respetivos técnicos que estão a desenvolver o projecto. As técnicas de recolha de dados são a análise documental, nomeadamente, todos os documentos produzidos sobre a mobilidade territorial no âmbito do projecto. Ainda a entrevista a crianças e jovens com um guião semiestruturado, pretendendo-se saber a opinião das crianças acerca do Município, o que melhoravam, a sua rotina diária, o seu nível de autonomia e mobilidade e a realização de um desenho acerca da cidade. Por fim, foi utilizada a técnica da observação. As principais conclusões obtidas, na investigação são que estas crianças e jovens apresentam uma mobilidade e autonomia reduzida o que revela que é necessária uma intervenção a nível das políticas públicas. A maioria das crianças entrevistadas não conhecem muito bem a cidade onde vivem, não se sabe orientar pelas ruas, nem se desloca a serviços, como por exemplo, biblioteca, piscinas… |
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