Publicação
Impacto da alteração da embalagem na validade do produto: validação de testes acelerados em refrigerantes
| Resumo: | O mercado dos refrigerantes apresenta-se cada vez mais competitivo e a embalagem assume um papel preponderante para as empresas. A Etanor/Penha comercializa refrigerantes apenas em garrafas de politereftalato de etileno (PET) e pretende manter o estudo sobre o impacto da embalagem nas características organoléticas dos produtos. Face à concorrência e à mudança do mercado, este trabalho foi realizado com o objetivo de estudar o efeito do material da embalagem e da temperatura do seu armazenamento no prazo de validade dos refrigerantes. Além disso, pretendeu-se implementar testes acelerados para estimar o tempo de prateleira dos produtos. Para alcançar os objetivos definidos escolheu-se o produto com menor prazo de validade (Refrigerante A) e estudou-se o efeito da temperatura em garrafas PET (4 °C e 23 °C) e o tipo de material (vidro e PET) a 23 °C. Realizaram-se provas sensoriais mensais como método de controlo de qualidade dos produtos, por um painel de provadores especializado e por outro não treinado. Paralelamente, definiram-se as condições ótimas de temperatura para a execução de testes acelerados ao Refrigerante B, aplicando o modelo de Arrhenius. As provas organoléticas foram, também, o procedimento selecionado para quantificar a deterioração do produto. Com o acompanhamento real do prazo de validade do produto verificou-se que as garrafas de vidro preservaram melhor as características sensoriais comparativamente às embalagens PET. No entanto, a manutenção do refrigerante a 4 °C em embalagens PET permitiu conservar todas as suas propriedades organoléticas. O painel não treinado sentiu uma alteração significativa no produto mais tarde do que painel especializado mas com uma classificação semelhante. Relativamente aos testes acelerados, o tempo de prateleira estimado aproximou-se do valor real definido pela empresa. Os resultados obtidos permitiram concluir que a embalagem de vidro conservou as características organoléticas do Refrigerante A, assim como a refrigeração do produto. A implementação de testes acelerados foi bem-sucedida para o refrigerante em estudo. Concluiu- -se, ainda, que uma redução de 0,5 g na pré-forma utilizada não teve impacto significativo nas propriedades organoléticas do produto. |
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| Autores principais: | Vieira, Fátima de Jesus Carvalho |
| Assunto: | Refrigerantes Prazo de validade Embalagens Provas sensoriais Testes acelerados Soft drinks Shelf-life Packaging Sensorial tests Accelerated tests Engenharia e Tecnologia::Outras Engenharias e Tecnologias |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O mercado dos refrigerantes apresenta-se cada vez mais competitivo e a embalagem assume um papel preponderante para as empresas. A Etanor/Penha comercializa refrigerantes apenas em garrafas de politereftalato de etileno (PET) e pretende manter o estudo sobre o impacto da embalagem nas características organoléticas dos produtos. Face à concorrência e à mudança do mercado, este trabalho foi realizado com o objetivo de estudar o efeito do material da embalagem e da temperatura do seu armazenamento no prazo de validade dos refrigerantes. Além disso, pretendeu-se implementar testes acelerados para estimar o tempo de prateleira dos produtos. Para alcançar os objetivos definidos escolheu-se o produto com menor prazo de validade (Refrigerante A) e estudou-se o efeito da temperatura em garrafas PET (4 °C e 23 °C) e o tipo de material (vidro e PET) a 23 °C. Realizaram-se provas sensoriais mensais como método de controlo de qualidade dos produtos, por um painel de provadores especializado e por outro não treinado. Paralelamente, definiram-se as condições ótimas de temperatura para a execução de testes acelerados ao Refrigerante B, aplicando o modelo de Arrhenius. As provas organoléticas foram, também, o procedimento selecionado para quantificar a deterioração do produto. Com o acompanhamento real do prazo de validade do produto verificou-se que as garrafas de vidro preservaram melhor as características sensoriais comparativamente às embalagens PET. No entanto, a manutenção do refrigerante a 4 °C em embalagens PET permitiu conservar todas as suas propriedades organoléticas. O painel não treinado sentiu uma alteração significativa no produto mais tarde do que painel especializado mas com uma classificação semelhante. Relativamente aos testes acelerados, o tempo de prateleira estimado aproximou-se do valor real definido pela empresa. Os resultados obtidos permitiram concluir que a embalagem de vidro conservou as características organoléticas do Refrigerante A, assim como a refrigeração do produto. A implementação de testes acelerados foi bem-sucedida para o refrigerante em estudo. Concluiu- -se, ainda, que uma redução de 0,5 g na pré-forma utilizada não teve impacto significativo nas propriedades organoléticas do produto. |
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