Publicação
Alterações oculares em profundidades aquáticas
| Resumo: | Cada vez mais existe a vontade e a ânsia de explorar o fundo do mar, seja de forma recreativa, ou de forma profissional. Na literatura, pouco se sabe das verdadeiras alterações a nível ocular que acontecem ao longo do mergulho. Embora existam publicados alguns artigos sobre este tema, a maioria são bastante antigos e desatualizados comparando com as técnicas de mergulho e de medição exercidas na atualidade. O objetivo do presente trabalho foi avaliar e perceber, quais são algumas destas alterações a nível ocular. Foi avaliada a Refração, a Acuidade Visual de Alto e Baixo contraste, o PPA, e a PIO em 6 indivíduos jovens (26,17 ± 4,49 anos), para tentar perceber quais são algumas das alterações provocadas pelo mergulho, e se as mesmas se mantinham após um período de tempo, para tal, estes parâmetros foram medidos em 3 situações distintas: pré mergulho, imediatamente após e 30 minutos após a realização do mergulho. O mergulho foi realizado seguindo todos os protocolos de segurança de experiência de mergulho (batismo). Este teve uma duração de 30 minutos e foi realizado na piscina municipal Engenheiro Armando Pimentel (tanque de mergulho), com uma profundidade máxima de 5 metros, onde se registou um pico de pressão de 1,52 bar. Após o mergulho, verificou-se ao comparar os valores obtidos nas 3 medições realizadas, que existem diferenças nos valores pós mergulho quando comparados com os valores baseline (obtidos antes do mergulho). Na PIO conseguimos perceber que tanto no olho esquerdo (p<,001), como no direito (p<0,004) existe uma diferença de 1mmHg quando comparado com os valores baseline. Estatisticamente estas diferenças pré e pós mergulho são significativas, mas clinicamente não são relevantes Todas as alterações presentes neste estudo, nos mergulhadores, são transitórias, sendo reversíveis após as condições do meio voltarem ao normal. As alterações dos valores refrativos, da PIO e da AV encontradas, podem meramente ser alterações do sistema ocular de forma a conseguir compensar as diferenças óticas e de pressão, encontradas no meio aquático. |
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| Autores principais: | Gomes, Miguel Antunes |
| Assunto: | Mergulho Funções visuais Erro refrativo Pressão intraocular Diving Visual functions Refractive error Intraocular pressure Ciências Naturais::Ciências Físicas |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Cada vez mais existe a vontade e a ânsia de explorar o fundo do mar, seja de forma recreativa, ou de forma profissional. Na literatura, pouco se sabe das verdadeiras alterações a nível ocular que acontecem ao longo do mergulho. Embora existam publicados alguns artigos sobre este tema, a maioria são bastante antigos e desatualizados comparando com as técnicas de mergulho e de medição exercidas na atualidade. O objetivo do presente trabalho foi avaliar e perceber, quais são algumas destas alterações a nível ocular. Foi avaliada a Refração, a Acuidade Visual de Alto e Baixo contraste, o PPA, e a PIO em 6 indivíduos jovens (26,17 ± 4,49 anos), para tentar perceber quais são algumas das alterações provocadas pelo mergulho, e se as mesmas se mantinham após um período de tempo, para tal, estes parâmetros foram medidos em 3 situações distintas: pré mergulho, imediatamente após e 30 minutos após a realização do mergulho. O mergulho foi realizado seguindo todos os protocolos de segurança de experiência de mergulho (batismo). Este teve uma duração de 30 minutos e foi realizado na piscina municipal Engenheiro Armando Pimentel (tanque de mergulho), com uma profundidade máxima de 5 metros, onde se registou um pico de pressão de 1,52 bar. Após o mergulho, verificou-se ao comparar os valores obtidos nas 3 medições realizadas, que existem diferenças nos valores pós mergulho quando comparados com os valores baseline (obtidos antes do mergulho). Na PIO conseguimos perceber que tanto no olho esquerdo (p<,001), como no direito (p<0,004) existe uma diferença de 1mmHg quando comparado com os valores baseline. Estatisticamente estas diferenças pré e pós mergulho são significativas, mas clinicamente não são relevantes Todas as alterações presentes neste estudo, nos mergulhadores, são transitórias, sendo reversíveis após as condições do meio voltarem ao normal. As alterações dos valores refrativos, da PIO e da AV encontradas, podem meramente ser alterações do sistema ocular de forma a conseguir compensar as diferenças óticas e de pressão, encontradas no meio aquático. |
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