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Estudo de betumes modificados recuperados de misturas produzidas pelo método húmido e pelo método seco

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com o aumento do volume de tráfego nos últimos anos surge a necessidade de melhorar o desempenho dos pavimentos rodoviários, para diminuir as intervenções de manutenção. Assim, têm surgido vários estudos que englobam a introdução de material polimérico nas misturas betuminosas com o objetivo de melhorar as suas propriedades. O betume é outro material relevante das misturas betuminosas, e sendo este um material derivado do petróleo, cujas reservas têm um tempo de vida finito, é importante encontrar formas de o reutilizar. O objetivo deste trabalho passa por recuperar betumes modificados com polímeros de misturas produzidas pelo método “húmido” e pelo método “seco”, avaliando as suas características básicas para estabelecer uma comparação relativamente ao betume modificado inicial. Os polímeros reciclados utilizados na modificação do betume foram polietileno de alta densidade (PEAD) e etileno vinilo acetato (EVA). Na recuperação do betume modificado foi necessário selecionar solventes mais eficazes com a finalidade de extrair todo betume modificado, incluindo os polímeros, existente nas misturas betuminosas. Assim, numa fase inicial estudou-se a interação entre polímeros e solventes. A segunda fase do estudo incide na capacidade de digestão entre os solventes e os betumes modificados. Na última fase procedeu-se a várias recuperações de misturas betuminosas produzidas pelo método “húmido” ou “seco”. Realizaram-se misturas sem material fino para avaliar a influência deste material na recuperação do ligante modificado. Depois realizaram-se recuperações de misturas produzidas pelo método “húmido” com betume modificado com EVA ou PEAD, variando o tempo de repouso dos agregados no processo de “lavagem” com solvente, para avaliar a influência deste parâmetro na recuperação. Por último recuperou-se ligante de misturas produzidas pelo método “seco”, com EVA ou PEAD. No final do estudo verificou-se que nas misturas betuminosas produzidas com betume modificado com EVA foi possível a sua recuperação, quer pelo método “húmido”, quer pelo método “seco”. Quanto às misturas com betume modificado com PEAD não se conseguiu recuperar o betume com polímero nas diversas recuperações realizadas, o que demonstra que o processo de recuperação é muito dependente do tipo de polímero usado.
Autores principais:Brandão, Manuel Filipe Correia Machado
Assunto:Polímeros Betume modificado Polietileno de alta densidade (PEAD) Etileno acetato de vinilo (EVA) Recuperação de betume Polymers Modified bitumen High density polyethylene (HDPE) Ethylene vinyl acetate (EVA) Bitumen recovery
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Com o aumento do volume de tráfego nos últimos anos surge a necessidade de melhorar o desempenho dos pavimentos rodoviários, para diminuir as intervenções de manutenção. Assim, têm surgido vários estudos que englobam a introdução de material polimérico nas misturas betuminosas com o objetivo de melhorar as suas propriedades. O betume é outro material relevante das misturas betuminosas, e sendo este um material derivado do petróleo, cujas reservas têm um tempo de vida finito, é importante encontrar formas de o reutilizar. O objetivo deste trabalho passa por recuperar betumes modificados com polímeros de misturas produzidas pelo método “húmido” e pelo método “seco”, avaliando as suas características básicas para estabelecer uma comparação relativamente ao betume modificado inicial. Os polímeros reciclados utilizados na modificação do betume foram polietileno de alta densidade (PEAD) e etileno vinilo acetato (EVA). Na recuperação do betume modificado foi necessário selecionar solventes mais eficazes com a finalidade de extrair todo betume modificado, incluindo os polímeros, existente nas misturas betuminosas. Assim, numa fase inicial estudou-se a interação entre polímeros e solventes. A segunda fase do estudo incide na capacidade de digestão entre os solventes e os betumes modificados. Na última fase procedeu-se a várias recuperações de misturas betuminosas produzidas pelo método “húmido” ou “seco”. Realizaram-se misturas sem material fino para avaliar a influência deste material na recuperação do ligante modificado. Depois realizaram-se recuperações de misturas produzidas pelo método “húmido” com betume modificado com EVA ou PEAD, variando o tempo de repouso dos agregados no processo de “lavagem” com solvente, para avaliar a influência deste parâmetro na recuperação. Por último recuperou-se ligante de misturas produzidas pelo método “seco”, com EVA ou PEAD. No final do estudo verificou-se que nas misturas betuminosas produzidas com betume modificado com EVA foi possível a sua recuperação, quer pelo método “húmido”, quer pelo método “seco”. Quanto às misturas com betume modificado com PEAD não se conseguiu recuperar o betume com polímero nas diversas recuperações realizadas, o que demonstra que o processo de recuperação é muito dependente do tipo de polímero usado.