Publicação
Varsóvia I: A biblioteca-jardim, na ótica benjaminiana
| Resumo: | A descoberta da Biblioteca da cidade de Varsóvia é experienciada como um acontecimento verdadeiramente inesperado. Uma imagem ilustrativa de uma tal primeira impressão é-nos dada pel’ O jardim dos caminhos que se bifurcam, que aqui nos serve de preâmbulo, para evocar a biblioteca-jardim de Borges, esse espaço-tempo alegórico que se liga com diversos passados-futuros imaginantes: O húmido caminho ziguezagueava como os da minha infância. Chegámos a uma biblioteca de livros orientais e ocidentais. Reconheci, encadernados a seda amarela, alguns tomos manuscritos da Enciclopédia Perdida que dirigiu o terceiro imperador da Dinastia Luminosa e que nunca foi dada ao prelo. O disco do gramafone rodava junto de uma fénix de bronze. Lembro-me também de um jarrão da família rosa e de outro, anterior de muitos séculos, dessa cor azul que os nossos artífices copiaram dos oleiros da Pérsia… (Borges, 1995/2017, p. 129) |
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| Autores principais: | Pires, Helena |
| Outros Autores: | Luderer, Cynthia |
| Assunto: | Passeio Cultura urbana Urban culture Varsóvia Warsaw Biblioteca-jardim Library-garden Architecture Arquitetura |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A descoberta da Biblioteca da cidade de Varsóvia é experienciada como um acontecimento verdadeiramente inesperado. Uma imagem ilustrativa de uma tal primeira impressão é-nos dada pel’ O jardim dos caminhos que se bifurcam, que aqui nos serve de preâmbulo, para evocar a biblioteca-jardim de Borges, esse espaço-tempo alegórico que se liga com diversos passados-futuros imaginantes: O húmido caminho ziguezagueava como os da minha infância. Chegámos a uma biblioteca de livros orientais e ocidentais. Reconheci, encadernados a seda amarela, alguns tomos manuscritos da Enciclopédia Perdida que dirigiu o terceiro imperador da Dinastia Luminosa e que nunca foi dada ao prelo. O disco do gramafone rodava junto de uma fénix de bronze. Lembro-me também de um jarrão da família rosa e de outro, anterior de muitos séculos, dessa cor azul que os nossos artífices copiaram dos oleiros da Pérsia… (Borges, 1995/2017, p. 129) |
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