Publicação
Estudo das afluências indevidas na ZMC de Adaúfe
| Resumo: | Com a passagem dos sistemas de drenagem unitários para separativos, o objetivo seria proceder à total separação das águas pluviais (AP) das residuais (AR), no entanto o processo não se revelou tão simples. Aquando desta alteração de paradigma já existiam muitas redes construídas, desta forma nem sempre se revelou simples esta alteração. Surgiu então um conceito novo, até essa data menosprezado, as afluências indevidas. Com isto, afluem às estações de tratamento de águas residuais (ETAR) caudais díspares daqueles para que foram projetadas as infraestruturas. Este problema surge devido a ligações mal executadas aos coletores de águas residuais, ou infiltrações nos coletores devido ao mau estado destes. Este acontecimento provoca um aumento dos custos no tratamento das águas residuais e uma menor eficiência do mesmo, pois muitas vezes os efluentes são descarregados para o meio recetor com uma alta carga poluente, ou pior ainda, são descarregados sem qualquer tratamento, provocando grandes impactos a nível ambiental e social. Com o constante desenvolvimento da tecnologia, têm surgindo novos equipamentos para deteção e avaliação de afluências indevidas. Assim, na dissertação são descritas algumas dessas técnicas, como a inspeção CCTV, os ensaios com máquina de fumo, sonar, entre outas, cuja aplicação já acontece na AGERE – Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga, EM. Para analisar à pequena escala a problemática das afluências indevidas, procedeu-se à análise da Zona de Medição e Controlo (ZMC) de um Subsistema de Adaúfe, Braga, cuja responsabilidade de gestão é da AGERE-EM. A metodologia aplicada ao Subsistema, incluiu a inspeção visual das câmaras de visita, inspeção CCTV a toda a rede de coletores, e inspeções caso a caso aos pavilhões que compõe o Parque Industrial (PI), com o objetivo de detetar ligações indevidas quer à rede de drenagem de águas residuais, quer às águas pluviais. Durante a inspeção CCTV, detetaram-se várias anomalias em cerca de 46 % da rede de drenagem de AR. Relativamente às inspeções com o objetivo de detetar afluências indevidas, foram encontradas quatro ligações mal executadas de AP»AR e dez ligações indevidas de AR»AP, além de outras situações irregulares. Através da análise do valor de volume afluente à ETAR do PI ao longo de um determinado período de tempo, analisou-se também os volumes de água faturados pela empresa, havendo uma diferença entre eles bastante significativa, revelando assim fortes indícios de afluências indevidas ao longo de todo o percurso da rede de coletores. |
|---|---|
| Autores principais: | Martins, João Pedro Barbosa |
| Assunto: | Engenharia e Tecnologia::Outras Engenharias e Tecnologias |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Com a passagem dos sistemas de drenagem unitários para separativos, o objetivo seria proceder à total separação das águas pluviais (AP) das residuais (AR), no entanto o processo não se revelou tão simples. Aquando desta alteração de paradigma já existiam muitas redes construídas, desta forma nem sempre se revelou simples esta alteração. Surgiu então um conceito novo, até essa data menosprezado, as afluências indevidas. Com isto, afluem às estações de tratamento de águas residuais (ETAR) caudais díspares daqueles para que foram projetadas as infraestruturas. Este problema surge devido a ligações mal executadas aos coletores de águas residuais, ou infiltrações nos coletores devido ao mau estado destes. Este acontecimento provoca um aumento dos custos no tratamento das águas residuais e uma menor eficiência do mesmo, pois muitas vezes os efluentes são descarregados para o meio recetor com uma alta carga poluente, ou pior ainda, são descarregados sem qualquer tratamento, provocando grandes impactos a nível ambiental e social. Com o constante desenvolvimento da tecnologia, têm surgindo novos equipamentos para deteção e avaliação de afluências indevidas. Assim, na dissertação são descritas algumas dessas técnicas, como a inspeção CCTV, os ensaios com máquina de fumo, sonar, entre outas, cuja aplicação já acontece na AGERE – Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga, EM. Para analisar à pequena escala a problemática das afluências indevidas, procedeu-se à análise da Zona de Medição e Controlo (ZMC) de um Subsistema de Adaúfe, Braga, cuja responsabilidade de gestão é da AGERE-EM. A metodologia aplicada ao Subsistema, incluiu a inspeção visual das câmaras de visita, inspeção CCTV a toda a rede de coletores, e inspeções caso a caso aos pavilhões que compõe o Parque Industrial (PI), com o objetivo de detetar ligações indevidas quer à rede de drenagem de águas residuais, quer às águas pluviais. Durante a inspeção CCTV, detetaram-se várias anomalias em cerca de 46 % da rede de drenagem de AR. Relativamente às inspeções com o objetivo de detetar afluências indevidas, foram encontradas quatro ligações mal executadas de AP»AR e dez ligações indevidas de AR»AP, além de outras situações irregulares. Através da análise do valor de volume afluente à ETAR do PI ao longo de um determinado período de tempo, analisou-se também os volumes de água faturados pela empresa, havendo uma diferença entre eles bastante significativa, revelando assim fortes indícios de afluências indevidas ao longo de todo o percurso da rede de coletores. |
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