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Responsividade sensível da cuidadora e processamento de expressões faciais emocionais em crianças institucionalizadas: um estudo com potenciais evocados

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As expressões faciais emocionais podem ser consideradas o estímulo mais importante ao qual recorremos para interagir socialmente (Lazarus, 1999), sendo que o desenvolvimento da capacidade de processar e reconhecer expressões faciais emocionais é altamente influenciada pelas experiências sócio-emocionais precoces e pela qualidade dos cuidados prestados às crianças (Ekman, 1999; Pollak & Tolley-Schell, 2003). O ambiente institucional tem sido consistentemente associado a consequências desenvolvimentais negativas, nomeadamente nas competências sócio-emocionais e na capacidade de processar e reconhecer expressões faciais emocionais (Parker & Nelson, 2005). Com recurso a ERPs (Event-Related Potentials), foram avaliados os correlatos neurais de crianças em acolhimento institucional em resposta a duas diferentes expressões faciais emocionais das respetivas cuidadoras: raiva e felicidade. As crianças foram divididas em dois grupos, consoante as respetivas cuidadoras apresentassem maior ou menor Responsividade Sensível. Globalmente, os resultados vieram confirmar a noção de que as experiências de crescimento adversas afetam o desenvolvimento da capacidade de processar expressões faciais emocionais. Em comparação com o grupo que recebe cuidados de melhor qualidade, o grupo de crianças com pior qualidade de cuidados recebidos é mais lento a processar expressões faciais, revelando também hipersensibilidade para expressões faciais de raiva.
Autores principais:Paulo, Roberto Ivan Gomes
Assunto:Institucionalização Expressões faciais emocionais Potenciais evocados Responsividade sensível Institutionalization Facial emotional expression Event-related potentials Sensitive responsiveness
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As expressões faciais emocionais podem ser consideradas o estímulo mais importante ao qual recorremos para interagir socialmente (Lazarus, 1999), sendo que o desenvolvimento da capacidade de processar e reconhecer expressões faciais emocionais é altamente influenciada pelas experiências sócio-emocionais precoces e pela qualidade dos cuidados prestados às crianças (Ekman, 1999; Pollak & Tolley-Schell, 2003). O ambiente institucional tem sido consistentemente associado a consequências desenvolvimentais negativas, nomeadamente nas competências sócio-emocionais e na capacidade de processar e reconhecer expressões faciais emocionais (Parker & Nelson, 2005). Com recurso a ERPs (Event-Related Potentials), foram avaliados os correlatos neurais de crianças em acolhimento institucional em resposta a duas diferentes expressões faciais emocionais das respetivas cuidadoras: raiva e felicidade. As crianças foram divididas em dois grupos, consoante as respetivas cuidadoras apresentassem maior ou menor Responsividade Sensível. Globalmente, os resultados vieram confirmar a noção de que as experiências de crescimento adversas afetam o desenvolvimento da capacidade de processar expressões faciais emocionais. Em comparação com o grupo que recebe cuidados de melhor qualidade, o grupo de crianças com pior qualidade de cuidados recebidos é mais lento a processar expressões faciais, revelando também hipersensibilidade para expressões faciais de raiva.