Publicação
A nova natureza de segurança internacional: o papel dos estados e das organizações internacionais perante a ameaça pirata
| Resumo: | Na primeira década do século XXI houve uma intensificação da pirataria marítima e de muitos outros crimes no mar, nomeadamente o narcotráfico e tráfico de armas. Pontos geográficos como o Golfo de Áden, o Golfo da Guiné e o Estreito de Malaca, passaram a ser vistos como “hotspots” e zonas a evitar. No entanto, foi o facto de constituírem zonas responsáveis pela maioria do fluxo comercial marítimo a nível mundial - devido à crescente interdependência económica dos Estados - que a pirataria se tornou numa temática central da segurança internacional. A pirataria, assim como o terrorismo, não é um fenómeno recente, possui uma história longa, com evoluções ao longo dos séculos, que vão desde a organização e atuação dos piratas aos objetivos subjacentes aos ataques. O culminar do fenómeno dáse entre 2008 e 2012, estimando-se que tenham sido reportados cerca de 500 ataques, dos quais mais de metade terão sido levados a cabo na Somália e no Golfo de Áden. A declarada incapacidade de atuação dos governos, a elevada corrupção e o deflagrar permanente de conflitos, são os principais fatores impeditivos de uma resposta rápida, eficaz e eficiente, por parte das instituições responsáveis. No que diz respeito à metodologia, atendendo á vasta literatura sobre a pirataria a nível internacional, foi dada relevância ao trabalho de várias Instituições/Organizações Internacionais e de publicações feitas por diferentes analistas, comparando três focos de instabilidade: o Golfo da Guiné, o Golfo de Áden e o Estreito de Malaca. O objetivo da presente investigação académica é estabelecer pontos de contacto entre as regiões, isto é, verificar as semelhanças (ou não) do fenómeno pirata, expondo consequentemente, a sua relevância e a capacidade nacional e internacional de governos e organizações na resolução do problema. Assim, procurarei demonstrar de que forma estes três focos de instabilidade afetam o sistema internacional a nível económico e social, evidenciando o papel de vários atores com níveis de decisão distintos. |
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| Autores principais: | Miranda, Edivino Silva |
| Assunto: | Pirataria Golfo de Áden Golfo da Guiné Estreito de Malaca Geoeconomia Cooperação Regionalismo Maritime piracy Gulf of Aden Gulf of Guinea Strait of Malacca Geo-economics Cooperation Regionalism |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Na primeira década do século XXI houve uma intensificação da pirataria marítima e de muitos outros crimes no mar, nomeadamente o narcotráfico e tráfico de armas. Pontos geográficos como o Golfo de Áden, o Golfo da Guiné e o Estreito de Malaca, passaram a ser vistos como “hotspots” e zonas a evitar. No entanto, foi o facto de constituírem zonas responsáveis pela maioria do fluxo comercial marítimo a nível mundial - devido à crescente interdependência económica dos Estados - que a pirataria se tornou numa temática central da segurança internacional. A pirataria, assim como o terrorismo, não é um fenómeno recente, possui uma história longa, com evoluções ao longo dos séculos, que vão desde a organização e atuação dos piratas aos objetivos subjacentes aos ataques. O culminar do fenómeno dáse entre 2008 e 2012, estimando-se que tenham sido reportados cerca de 500 ataques, dos quais mais de metade terão sido levados a cabo na Somália e no Golfo de Áden. A declarada incapacidade de atuação dos governos, a elevada corrupção e o deflagrar permanente de conflitos, são os principais fatores impeditivos de uma resposta rápida, eficaz e eficiente, por parte das instituições responsáveis. No que diz respeito à metodologia, atendendo á vasta literatura sobre a pirataria a nível internacional, foi dada relevância ao trabalho de várias Instituições/Organizações Internacionais e de publicações feitas por diferentes analistas, comparando três focos de instabilidade: o Golfo da Guiné, o Golfo de Áden e o Estreito de Malaca. O objetivo da presente investigação académica é estabelecer pontos de contacto entre as regiões, isto é, verificar as semelhanças (ou não) do fenómeno pirata, expondo consequentemente, a sua relevância e a capacidade nacional e internacional de governos e organizações na resolução do problema. Assim, procurarei demonstrar de que forma estes três focos de instabilidade afetam o sistema internacional a nível económico e social, evidenciando o papel de vários atores com níveis de decisão distintos. |
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