Publicação
Transposição para o ensino de “questões vivas” de saúde : o exemplo da abordagem de drogas psico-activas em manuais escolares
| Resumo: | A transposição didáctica externa (TD-E) refere-se aos processos intelectuais que influenciam a selecção dos conteúdos a ensinar, cabendo essencialmente aos políticos de educação e aos autores dos manuais essa função de TD-E. Sendo os saberes científicos universais, tendo como referência as mesmas publicações científicas, seria crível pensar-se que também os programas de ensino e os respectivos manuais escolares de diferentes países fossem idênticos, apresentando os mesmos conteúdos de ensino. Neste estudo pretendemos saber se em países com forte contraste geográfico, histórico-cultural, económico e político haverá diferenças significativas na transposição didáctica (manuais escolares) de “questões vivas” como é exemplo o consumo de drogas psico-activas. Procedeu-se à análise comparativa das abordagens do consumo e prevenção de drogas psico-activas veiculadas nos manuais de 16 países sócio-culturalmente diferenciados, que integram o projecto BIOHEAD-CITIZEN. Utilizou-se a grelha de análise desenvolvida naquele projecto, tendo para cada tema (álcool, tabaco e outras drogas) analisado os efeitos físicos, psicológicos e sociais. Os manuais de Marrocos não fazem referência ao tabaco e os de Moçambique às outras drogas, indicando que nestes países existe resistência para a transposição para o ensino destas “questões vivas”. Pelo contrário, a Finlândia é o país que mais se destaca por ser o que mais explora os três temas nos manuais, e de uma forma equitativa no que diz respeito às dimensões da saúde. No seu todo, os resultados mostram que o manual escolar tende a espelhar os entendimentos dominantes, encontrando-se condicionado pelas realidades sociais, económicas, políticas e culturais que lhe dão suporte. |
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| Autores principais: | Carvalho, Graça Simões de |
| Assunto: | Transposição didáctica Multiculturalismo Manuais escolares |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A transposição didáctica externa (TD-E) refere-se aos processos intelectuais que influenciam a selecção dos conteúdos a ensinar, cabendo essencialmente aos políticos de educação e aos autores dos manuais essa função de TD-E. Sendo os saberes científicos universais, tendo como referência as mesmas publicações científicas, seria crível pensar-se que também os programas de ensino e os respectivos manuais escolares de diferentes países fossem idênticos, apresentando os mesmos conteúdos de ensino. Neste estudo pretendemos saber se em países com forte contraste geográfico, histórico-cultural, económico e político haverá diferenças significativas na transposição didáctica (manuais escolares) de “questões vivas” como é exemplo o consumo de drogas psico-activas. Procedeu-se à análise comparativa das abordagens do consumo e prevenção de drogas psico-activas veiculadas nos manuais de 16 países sócio-culturalmente diferenciados, que integram o projecto BIOHEAD-CITIZEN. Utilizou-se a grelha de análise desenvolvida naquele projecto, tendo para cada tema (álcool, tabaco e outras drogas) analisado os efeitos físicos, psicológicos e sociais. Os manuais de Marrocos não fazem referência ao tabaco e os de Moçambique às outras drogas, indicando que nestes países existe resistência para a transposição para o ensino destas “questões vivas”. Pelo contrário, a Finlândia é o país que mais se destaca por ser o que mais explora os três temas nos manuais, e de uma forma equitativa no que diz respeito às dimensões da saúde. No seu todo, os resultados mostram que o manual escolar tende a espelhar os entendimentos dominantes, encontrando-se condicionado pelas realidades sociais, económicas, políticas e culturais que lhe dão suporte. |
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