Publicação
Cantem, como se estivessem num prado verde, com ar fresco no rosto...: imagética e metáfora na pedagogia coral infantil
| Resumo: | Cantar comporta uma realidade múltipla tal como tem sido tratada por diversos autores: Kemp (1986) salienta o acto de cantar como um processo psicomotor ("Singing is a learned behavior"); Small (1989) incide particularmente no comportamento social gerado pela actividade vocal ("The voice is the centre of all music activity"); Rao (1987) destaca o processo de autodesenvolvimento proporcionado pela descoberta do instrumento vocal e das suas capacidades expressivas, valorizando a dimensão heurística ("Teaching to sing is to teach to think of the voice as na instrument") e Welch (2007) fundamenta na voz a emergência da dimensão comunicacional do ser humano presente desde a primeira infância ("Vocal sound is one ot the defining features of humanity"). Esta dimensão multifacetada coloca a voz numa dimensão privilegiada para ser veículo de aprendizagem musical e desenvolvimento artístico, estimulando apetências criativas, comunicacionais e sociais. Assim, aprender (e ensinar) a cantar não resulta apenas da activação de músculos e de sons numa perspectiva tecnicista. Antes, deverá assentar num processo de aprendizagem do processo de mobilização, fortalecimento, e refinamento desse impulso psico-motor, transformando-o num veículo de transmissão de emoções e pensamentos (Hemslay, 1998), promovendo valores estéticos, com sentido cultural e poético. Com base nestes pressupostos, este artigo centra-se nos fundamentos teóricos que sustentam a reportada eficácia da imagética ao serviço da pedagogia coral na infância, focando particularmente o modo como este recurso pedagógico, embora não inovador, pode ser actualizado e melhorado. Discute-se ainda se e como a linguagem figurativa afecta a percepção musical das crianças e como participa no desenvolvimento das suas competências musicais, unificando a imaginação, o corpo, a voz e o som numa realização musical significativa. |
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| Autores principais: | Ruiz, Janete Conceição Soares Costa |
| Outros Autores: | Vieira, Maria Helena |
| Assunto: | Imagética Metáfora Gesto metafórico Coro infantil |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Cantar comporta uma realidade múltipla tal como tem sido tratada por diversos autores: Kemp (1986) salienta o acto de cantar como um processo psicomotor ("Singing is a learned behavior"); Small (1989) incide particularmente no comportamento social gerado pela actividade vocal ("The voice is the centre of all music activity"); Rao (1987) destaca o processo de autodesenvolvimento proporcionado pela descoberta do instrumento vocal e das suas capacidades expressivas, valorizando a dimensão heurística ("Teaching to sing is to teach to think of the voice as na instrument") e Welch (2007) fundamenta na voz a emergência da dimensão comunicacional do ser humano presente desde a primeira infância ("Vocal sound is one ot the defining features of humanity"). Esta dimensão multifacetada coloca a voz numa dimensão privilegiada para ser veículo de aprendizagem musical e desenvolvimento artístico, estimulando apetências criativas, comunicacionais e sociais. Assim, aprender (e ensinar) a cantar não resulta apenas da activação de músculos e de sons numa perspectiva tecnicista. Antes, deverá assentar num processo de aprendizagem do processo de mobilização, fortalecimento, e refinamento desse impulso psico-motor, transformando-o num veículo de transmissão de emoções e pensamentos (Hemslay, 1998), promovendo valores estéticos, com sentido cultural e poético. Com base nestes pressupostos, este artigo centra-se nos fundamentos teóricos que sustentam a reportada eficácia da imagética ao serviço da pedagogia coral na infância, focando particularmente o modo como este recurso pedagógico, embora não inovador, pode ser actualizado e melhorado. Discute-se ainda se e como a linguagem figurativa afecta a percepção musical das crianças e como participa no desenvolvimento das suas competências musicais, unificando a imaginação, o corpo, a voz e o som numa realização musical significativa. |
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