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Duas irmãs para um rei: Isabel (1470-1498) e Maria (1482-1517), filhas dos Reis Católicos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:[Excerto] Introdução: É tempo de falar de duas irmãs, Isabel e Maria, filhas dos Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela1, que a História guardou para a posteridade como tendo sido os pais da Espanha moderna, os obreiros da unificação de vários reinos peninsulares. Duas meninas, em cinco irmãos, dos quais apenas um era rapaz, o príncipe D. Juan. As outras duas irmãs, Joana e Catarina, também rainhas: uma rainha “proprietária” de Espanha e a outra rainha de Inglaterra (2). Isabel foi a primeira filha de seus pais, nascida na vila de Dueñas, nas cercanias de Valladolid, nos primeiros dias de Outubro de 1470. Isabel de Castela, sua mãe, -a quem doravante chamaremos sempre Isabel a Católica ou Isabel I para a distinguir da filha do mesmo nome -, viveria depois largos tempos sem dar à luz. O nascimento do seu segundo filho, Juan, talvez o mais querido, - por ser varão, e nele se depositar a esperança da sucessão do trono espanhol-, ocorreu cerca de oito anos depois. Depois vieram Joana, que casou com o duque de Borgonha e viria a ficar louca, Maria, doze anos mais nova do que Isabel, e finalmente, Catarina. Todas estas crianças são, umas mais outras menos, conhecidas dos historiadores; esta pequena biografia dupla tentará dar alguma conta de todas elas, pelo menos no que diz respeito à sua infância conjunta. Mas debruçar-se-á sobretudo sobre Isabel e Maria porque ambas se casaram com o rei D. Manuel I, e foram rainhas de Portugal. [...]
Autores principais:Sá, Isabel dos Guimarães
Assunto:Biografias Rainhas consortes Isabel de Castela e Aragão Maria de Castela e Aragão Rei D. Manuel I de Portugal Renascimento
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:[Excerto] Introdução: É tempo de falar de duas irmãs, Isabel e Maria, filhas dos Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela1, que a História guardou para a posteridade como tendo sido os pais da Espanha moderna, os obreiros da unificação de vários reinos peninsulares. Duas meninas, em cinco irmãos, dos quais apenas um era rapaz, o príncipe D. Juan. As outras duas irmãs, Joana e Catarina, também rainhas: uma rainha “proprietária” de Espanha e a outra rainha de Inglaterra (2). Isabel foi a primeira filha de seus pais, nascida na vila de Dueñas, nas cercanias de Valladolid, nos primeiros dias de Outubro de 1470. Isabel de Castela, sua mãe, -a quem doravante chamaremos sempre Isabel a Católica ou Isabel I para a distinguir da filha do mesmo nome -, viveria depois largos tempos sem dar à luz. O nascimento do seu segundo filho, Juan, talvez o mais querido, - por ser varão, e nele se depositar a esperança da sucessão do trono espanhol-, ocorreu cerca de oito anos depois. Depois vieram Joana, que casou com o duque de Borgonha e viria a ficar louca, Maria, doze anos mais nova do que Isabel, e finalmente, Catarina. Todas estas crianças são, umas mais outras menos, conhecidas dos historiadores; esta pequena biografia dupla tentará dar alguma conta de todas elas, pelo menos no que diz respeito à sua infância conjunta. Mas debruçar-se-á sobretudo sobre Isabel e Maria porque ambas se casaram com o rei D. Manuel I, e foram rainhas de Portugal. [...]