Publicação
A Biologia, A Matemática e o Croché... Uma troika de sucesso
| Resumo: | Quando um conceito que queremos transmitir colide com a nossa capacidade de compreensão, dá jeito ter algo a que nos agarrar. Agarrar mesmo! Ver com os olhos e com as mãos. A Matemática que o diga. E foi para explicar conceitos matemáticos não muito óbvios que o croché entrou em ação em 1997, pelas mãos de Daina Taimina, matemática nas horas certas e crocheteira nas que lhe sobram. Até hoje o croché é a única técnica que permite construir modelos tridimensionais da geometria hiperbólica. Ora acontece que em 2011 o matemático Jorge Buescu andava às voltas com “Casamentos e outros Desencontros”, mais um dos seus livros editados pela Coleção Ciência Aberta da Gradiva. E não é que vinham mesmo a calhar umas imagens originais para o capítulo “Quando o croché ajuda a matemática”? Foi aí que entrei em cena. Agarrei-me aos novelos, desatei a “pedalar” (fazer croché é como andar de bicicleta) e lá desenrasquei o amigo. Sabiam que algumas formas hiperbólicas fazem lembrar estruturas biológicas? Corais, alfaces e certos cogumelos são só alguns exemplos. E nem precisamos de nos esforçar muito. É bem mais fácil ver um coral num plano hiperbólico duplo de croché, do que descobrir formas em nuvens que vagueiam num céu de Verão, quando as olhamos deitados numa toalha à beira-mar. Daqui a “encomendas” de fetos fractal pelo Museu de História Natural e da Ciência de Lisboa, cérebros pelo grupo de neurociências da Universidade de Exeter e alguns outros devaneios, foi um passo. |
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| Autores principais: | Nobre, Alexandra |
| Assunto: | Geometria hiperbólica Croché Biologia Matemática Forma-função Ciências Naturais::Matemáticas |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Quando um conceito que queremos transmitir colide com a nossa capacidade de compreensão, dá jeito ter algo a que nos agarrar. Agarrar mesmo! Ver com os olhos e com as mãos. A Matemática que o diga. E foi para explicar conceitos matemáticos não muito óbvios que o croché entrou em ação em 1997, pelas mãos de Daina Taimina, matemática nas horas certas e crocheteira nas que lhe sobram. Até hoje o croché é a única técnica que permite construir modelos tridimensionais da geometria hiperbólica. Ora acontece que em 2011 o matemático Jorge Buescu andava às voltas com “Casamentos e outros Desencontros”, mais um dos seus livros editados pela Coleção Ciência Aberta da Gradiva. E não é que vinham mesmo a calhar umas imagens originais para o capítulo “Quando o croché ajuda a matemática”? Foi aí que entrei em cena. Agarrei-me aos novelos, desatei a “pedalar” (fazer croché é como andar de bicicleta) e lá desenrasquei o amigo. Sabiam que algumas formas hiperbólicas fazem lembrar estruturas biológicas? Corais, alfaces e certos cogumelos são só alguns exemplos. E nem precisamos de nos esforçar muito. É bem mais fácil ver um coral num plano hiperbólico duplo de croché, do que descobrir formas em nuvens que vagueiam num céu de Verão, quando as olhamos deitados numa toalha à beira-mar. Daqui a “encomendas” de fetos fractal pelo Museu de História Natural e da Ciência de Lisboa, cérebros pelo grupo de neurociências da Universidade de Exeter e alguns outros devaneios, foi um passo. |
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