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Práticas centradas na família e os resultados familiares: avaliação de práticas de intervenção precoce na perspetiva da família

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No decorrer das últimas décadas a Intervenção Precoce sofreu alguns avanços significativos originados por um conjunto de influências teóricas e práticas que tiveram como resultado uma mudança significativa da sua abordagem. Assim, esta passou a focar-se na família e não apenas na criança, utilizando uma abordagem a que hoje chamamos de Práticas Centradas na Família. Deste modo, o papel dos profissionais é o de reforçar as competências da família, para que esta se torne mais capaz, autónoma e consciente de todo o seu potencial como agente fundamental e principal no desenvolvimento da criança. A presente investigação intitula-se de “Práticas Centradas na Família e os Resultados Familiares: Avaliação de Práticas de Intervenção Precoce na perspetiva da Família”, e tem como finalidade a análise da perceção das famílias sobre as práticas centradas na família utilizadas pelos profissionais, assim como os resultados parentais que advêm, direta ou indiretamente, dessas mesmas práticas. Este estudo usa como instrumento de recolha de dados a escala “Práticas Centradas na Família e os resultados Familiares”. Esta escala foi construída e adaptada à população portuguesa, tendo como base a versão longa da escala Family-Centered Practice Scale da autoria de Carl J. Dunst e Carol. M. Trivette, datado de 2004. . A amostra é então composta por 92 famílias com crianças com necessidades especiais, de idades compreendidas entre os 0 e os 6 anos, que usufruem dos serviços de Intervenção Precoce há pelo menos seis meses e que pertencem a algumas das ELI do norte e do centro do país. Trata-se de um estudo de natureza quantitativa, do tipo exploratório-descritivo, correlacional e comparativo, com análises descritivas e inferenciais através das quais se pretende compreender e analisar os fenómenos em estudo, formulando hipóteses e analisando relações entre as variáveis. Como principais resultados concluímos que há um uso positivo das práticas centradas nas famílias por parte dos profissionais e um aumento do uso das práticas participativas, verificando-se também uma correlação entre o uso das práticas centradas na família por parte dos profissionais e os resultados parentais positivos.
Autores principais:Costa, Carla Manuela Fernandes da
Assunto:Intervenção precoce Práticas centradas na família Equipas locais de intervenção precoce Família Profissionais Early intervention Family-centered practices Local early intervention teams Family Professionals
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:No decorrer das últimas décadas a Intervenção Precoce sofreu alguns avanços significativos originados por um conjunto de influências teóricas e práticas que tiveram como resultado uma mudança significativa da sua abordagem. Assim, esta passou a focar-se na família e não apenas na criança, utilizando uma abordagem a que hoje chamamos de Práticas Centradas na Família. Deste modo, o papel dos profissionais é o de reforçar as competências da família, para que esta se torne mais capaz, autónoma e consciente de todo o seu potencial como agente fundamental e principal no desenvolvimento da criança. A presente investigação intitula-se de “Práticas Centradas na Família e os Resultados Familiares: Avaliação de Práticas de Intervenção Precoce na perspetiva da Família”, e tem como finalidade a análise da perceção das famílias sobre as práticas centradas na família utilizadas pelos profissionais, assim como os resultados parentais que advêm, direta ou indiretamente, dessas mesmas práticas. Este estudo usa como instrumento de recolha de dados a escala “Práticas Centradas na Família e os resultados Familiares”. Esta escala foi construída e adaptada à população portuguesa, tendo como base a versão longa da escala Family-Centered Practice Scale da autoria de Carl J. Dunst e Carol. M. Trivette, datado de 2004. . A amostra é então composta por 92 famílias com crianças com necessidades especiais, de idades compreendidas entre os 0 e os 6 anos, que usufruem dos serviços de Intervenção Precoce há pelo menos seis meses e que pertencem a algumas das ELI do norte e do centro do país. Trata-se de um estudo de natureza quantitativa, do tipo exploratório-descritivo, correlacional e comparativo, com análises descritivas e inferenciais através das quais se pretende compreender e analisar os fenómenos em estudo, formulando hipóteses e analisando relações entre as variáveis. Como principais resultados concluímos que há um uso positivo das práticas centradas nas famílias por parte dos profissionais e um aumento do uso das práticas participativas, verificando-se também uma correlação entre o uso das práticas centradas na família por parte dos profissionais e os resultados parentais positivos.