Publicação
(Re)pensar e (re)fazer a avaliação das aprendizagens: o papel da supervisão colaborativa em contexto escolar
| Resumo: | Apesar dos avanços teóricos e legislativos no campo da avaliação formativa das aprendizagens na escola, as práticas de avaliação continuam aquém do desejável, importando reforçar a formação de professores e aliar a investigação ao seu desenvolvimento profissional e à inovação pedagógica. O presente estudo, realizado na especialidade da supervisão pedagógica com incidência na avaliação das aprendizagens, visou promover a reconstrução de conceções e práticas de avaliação através da supervisão colaborativa, concretizando-se na dinamização e avaliação de uma ação de formação contínua na modalidade de Círculo de Estudos, intitulada (Re)pensar e (re)fazer a avaliação das aprendizagens, onde a investigadora assumiu o papel de formadora e cujos participantes foram sete professores de diferentes disciplinas e níveis do Ensino Básico do seu agrupamento de escolas. Os objetivos de investigação, aliados ao desenvolvimento profissional para a inovação das práticas, eram: conhecer e analisar conceções e práticas no âmbito da avaliação das aprendizagens; identificar áreas problemáticas da avaliação das aprendizagens (dificuldades, dilemas, paradoxos, constrangimentos); desenvolver e avaliar experiências de avaliação formativa com potencial transformador; avaliar o impacto da supervisão colaborativa no desenvolvimento profissional e na transformação das práticas de avaliação. O estudo enquadra-se num paradigma interpretativo da investigação educacional, assumindo a forma de estudo de caso de natureza descritiva e interpretativa, em que o caso coincide com o Círculo de Estudos, ilustrando o potencial da supervisão colaborativa na reconstrução de conceções e práticas de avaliação, através do questionamento dessas conceções e práticas e do desenvolvimento de experiências de avaliação formativa. As estratégias de recolha de informação junto dos participantes foram o inquérito (por questionário e entrevista) e a produção de documentos profissionais (registos reflexivos, planos de intervenção, narrativas de experiências, relatórios da ação). A investigadora registou notas de campo e redigiu um diário de investigação. A análise da informação foi essencialmente de natureza qualitativa. Com base na análise e triangulação da informação recolhida, conclui-se que uma formação reflexiva, experiencial e colaborativa pode contribuir para: expandir a compreensão dos princípios da avaliação formativa; promover uma aproximação das práticas a estes princípios; desocultar constrangimentos, dilemas e contradições que afetam a avaliação; criar um sentido de comunidade que contraria o isolamento profissional. Os resultados do estudo revelam que é possível explorar a avaliação formativa em diferentes contextos, e que a formação pode elevar a consciência crítica dos professores face a possibilidades e constrangimentos dessa avaliação, assim como reforçar a sua predisposição para a mudança. Embora circunscrito a um caso, o estudo pode contribuir para uma maior compreensão do papel da supervisão colaborativa na construção de uma avaliação mais formativa nas escolas. |
|---|---|
| Autores principais: | Basto, Olga Maria de Sá Pinto |
| Assunto: | Ciências Sociais::Ciências da Educação |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Apesar dos avanços teóricos e legislativos no campo da avaliação formativa das aprendizagens na escola, as práticas de avaliação continuam aquém do desejável, importando reforçar a formação de professores e aliar a investigação ao seu desenvolvimento profissional e à inovação pedagógica. O presente estudo, realizado na especialidade da supervisão pedagógica com incidência na avaliação das aprendizagens, visou promover a reconstrução de conceções e práticas de avaliação através da supervisão colaborativa, concretizando-se na dinamização e avaliação de uma ação de formação contínua na modalidade de Círculo de Estudos, intitulada (Re)pensar e (re)fazer a avaliação das aprendizagens, onde a investigadora assumiu o papel de formadora e cujos participantes foram sete professores de diferentes disciplinas e níveis do Ensino Básico do seu agrupamento de escolas. Os objetivos de investigação, aliados ao desenvolvimento profissional para a inovação das práticas, eram: conhecer e analisar conceções e práticas no âmbito da avaliação das aprendizagens; identificar áreas problemáticas da avaliação das aprendizagens (dificuldades, dilemas, paradoxos, constrangimentos); desenvolver e avaliar experiências de avaliação formativa com potencial transformador; avaliar o impacto da supervisão colaborativa no desenvolvimento profissional e na transformação das práticas de avaliação. O estudo enquadra-se num paradigma interpretativo da investigação educacional, assumindo a forma de estudo de caso de natureza descritiva e interpretativa, em que o caso coincide com o Círculo de Estudos, ilustrando o potencial da supervisão colaborativa na reconstrução de conceções e práticas de avaliação, através do questionamento dessas conceções e práticas e do desenvolvimento de experiências de avaliação formativa. As estratégias de recolha de informação junto dos participantes foram o inquérito (por questionário e entrevista) e a produção de documentos profissionais (registos reflexivos, planos de intervenção, narrativas de experiências, relatórios da ação). A investigadora registou notas de campo e redigiu um diário de investigação. A análise da informação foi essencialmente de natureza qualitativa. Com base na análise e triangulação da informação recolhida, conclui-se que uma formação reflexiva, experiencial e colaborativa pode contribuir para: expandir a compreensão dos princípios da avaliação formativa; promover uma aproximação das práticas a estes princípios; desocultar constrangimentos, dilemas e contradições que afetam a avaliação; criar um sentido de comunidade que contraria o isolamento profissional. Os resultados do estudo revelam que é possível explorar a avaliação formativa em diferentes contextos, e que a formação pode elevar a consciência crítica dos professores face a possibilidades e constrangimentos dessa avaliação, assim como reforçar a sua predisposição para a mudança. Embora circunscrito a um caso, o estudo pode contribuir para uma maior compreensão do papel da supervisão colaborativa na construção de uma avaliação mais formativa nas escolas. |
|---|