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Ensino a distância e necessidades educativas especiais: Caminhos cruzados por uma pandemia.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A pandemia causada pelo COVID-19 obrigou as autoridades portuguesas a encerrar, em março de 2020, todos os estabelecimentos de ensino, submetendo, repentinamente, milhares de alunos e docentes a um modelo de ensino a distância para os quais poucos estariam preparados. No caso de alunos com perdas sensoriais, nomeadamente ao nível da audição e da visão, importa perceber de que forma estes alunos acompanharam as aulas transmitidas pela televisão e as aulas síncronas promovidas pelos seus professores. Constatou-se que as principais dificuldades se prendiam com questões de acessibilidade aos conteúdos abordados e, ao nível das novas tecnologias, a maioria dispunha dos meios telemáticos necessários à participação nestas aulas. Os resultados do presente estudo permitem perceber que os responsáveis políticos e pedagógicos pela implementação deste modelo de ensino devem ter presentes as especificidades dos seus destinatários, sob pena de acentuarmos desigualdades, cujo direto de acesso ao conhecimento será sempre inalienável.
Autores principais:Saraiva, João Paulo
Outros Autores:Cruz-Santos, Anabela
Assunto:Deficiência Visual Deficiência Auditiva TIC Educação Especial Pandemia Visual Impairment Hearing Impairment ICT Special Education Pandemic
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A pandemia causada pelo COVID-19 obrigou as autoridades portuguesas a encerrar, em março de 2020, todos os estabelecimentos de ensino, submetendo, repentinamente, milhares de alunos e docentes a um modelo de ensino a distância para os quais poucos estariam preparados. No caso de alunos com perdas sensoriais, nomeadamente ao nível da audição e da visão, importa perceber de que forma estes alunos acompanharam as aulas transmitidas pela televisão e as aulas síncronas promovidas pelos seus professores. Constatou-se que as principais dificuldades se prendiam com questões de acessibilidade aos conteúdos abordados e, ao nível das novas tecnologias, a maioria dispunha dos meios telemáticos necessários à participação nestas aulas. Os resultados do presente estudo permitem perceber que os responsáveis políticos e pedagógicos pela implementação deste modelo de ensino devem ter presentes as especificidades dos seus destinatários, sob pena de acentuarmos desigualdades, cujo direto de acesso ao conhecimento será sempre inalienável.