Publicação
O emprego e as crises em Portugal: análise do período 2008-2019
| Resumo: | Este estudo avalia os efeitos da crise económica no crescimento de emprego em Portugal no período compreendido entre 2008 a 2019. O estudo usa dados do Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE) que inclui informação relativa à população total de empresas em Portugal no período referido. Para além disso, este estudo analisa as Pequenas e Médias Empresas (PMEs} através da desagregação de empresas ao nível da sua dimensão. As PMEs representam um dos maiores pontos de interesse para o caso de Portugal devido à sua relevância no tecido empresarial português. Por último, este trabalho complementa e expande o estudo de Varurn e Rocha (2011) que analisa o efeito das crises no emprego em Portugal durante o período 1988-2007 apenas no setor da indústria da manufactura. Considerando o período 2008-2019, o estudo começa por caracterizar a relação entre crescimento de emprego, crescimento do número de empresas e a recessão económica. Como os períodos de crises são marcados por uma redução do desempenho e do crescimento das empresas, é expectável que exista um decréscimo do emprego em Portugal. Os resultados obtidos sugerem que as empresas, em geral, obtiveram um efeito negativo e estatisticamente significativo no emprego durante os períodos de retração económica. Os efeitos da desaceleração económica tendem a diminuir com o passar dos anos dado que as empresas portuguesas, em geral, apresentam um desenvolvimento positivo ao nível do crescimento de emprego no período pós-crise. Em termos de dimensão de empresa, os resultados sugerem que as PMEs sofrem um número de despedimentos mais elevado do que as grandes empresas (GEs) durante os períodos de desaceleração económica. A análise das PMEs demonstra que este tipo de empresa é capaz de recuperar a sua estabilidade e aumentar o seu crescimento de uma forma mais acelerada do que as GEs. Por sua vez, as GEs apresentam uma taxa de crescimento do emprego média positiva no período durante e pós-crise. |
|---|---|
| Autores principais: | Félix, Nuno Pinheira |
| Assunto: | Crise Emprego Portugal Crisis Employment |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este estudo avalia os efeitos da crise económica no crescimento de emprego em Portugal no período compreendido entre 2008 a 2019. O estudo usa dados do Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE) que inclui informação relativa à população total de empresas em Portugal no período referido. Para além disso, este estudo analisa as Pequenas e Médias Empresas (PMEs} através da desagregação de empresas ao nível da sua dimensão. As PMEs representam um dos maiores pontos de interesse para o caso de Portugal devido à sua relevância no tecido empresarial português. Por último, este trabalho complementa e expande o estudo de Varurn e Rocha (2011) que analisa o efeito das crises no emprego em Portugal durante o período 1988-2007 apenas no setor da indústria da manufactura. Considerando o período 2008-2019, o estudo começa por caracterizar a relação entre crescimento de emprego, crescimento do número de empresas e a recessão económica. Como os períodos de crises são marcados por uma redução do desempenho e do crescimento das empresas, é expectável que exista um decréscimo do emprego em Portugal. Os resultados obtidos sugerem que as empresas, em geral, obtiveram um efeito negativo e estatisticamente significativo no emprego durante os períodos de retração económica. Os efeitos da desaceleração económica tendem a diminuir com o passar dos anos dado que as empresas portuguesas, em geral, apresentam um desenvolvimento positivo ao nível do crescimento de emprego no período pós-crise. Em termos de dimensão de empresa, os resultados sugerem que as PMEs sofrem um número de despedimentos mais elevado do que as grandes empresas (GEs) durante os períodos de desaceleração económica. A análise das PMEs demonstra que este tipo de empresa é capaz de recuperar a sua estabilidade e aumentar o seu crescimento de uma forma mais acelerada do que as GEs. Por sua vez, as GEs apresentam uma taxa de crescimento do emprego média positiva no período durante e pós-crise. |
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