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Pode a Bitcoin ser o novo ouro? Uma análise das suas propriedades financeiras
| Resumo: | A crise financeira de 2008 provocou a queda de várias instituições financeiras e gerou um sentimento de desconfiança em relação aos bancos e às moedas fiduciárias. É neste contexto que surge a Bitcoin, criada por Satoshi Nakamoto, como um sistema de dinheiro eletrónico que possibilita a realização de pagamentos e transações sem a necessidade de intermediários, como instituições financeiras. Com o presente estudo, pretende-se, em primeiro lugar, analisar se a Bitcoin tem a capacidade de cumprir as três funções principais das moedas fiduciárias, meio de troca, unidade de conta e reserva de valor, a fim de entender se poderá representar uma alternativa viável a uma moeda fiduciária ou se, pelo contrário, é utilizada maioritariamente como forma de investimento, à semelhança do ouro, sendo por isso frequentemente apelidada de ouro digital. A fim de compreender se a Bitcoin pode, de facto, ser considerada o ouro digital, torna-se fundamental examinar as semelhanças e divergências entre os dois ativos. A revisão de literatura inclui uma comparação detalhada das propriedades da Bitcoin e do ouro, assim como dos seus respetivos mercados, com o intuito de identificar pontos de convergência ou divergência entre ambos. Tendo em conta que o ouro é reconhecido como um ativo de refúgio em períodos de instabilidade, posteriormente, é realizada uma análise empírica de modo a avaliar se a Bitcoin poderá desempenhar um papel semelhante, bem como a sua capacidade enquanto ativo de diversificação e cobertura face ao mercado acionista norte-americano. Para tal, são analisadas as rendibilidades diárias de seis ativos, com o objetivo de verificar se apresentam as características associadas às séries financeiras de alta frequência, designadas por factos estilizados. Caso esta hipótese se confirme, procede-se com o ajustamento de um modelo GARCH (1,1) e, mais adiante, de um modelo DCC-GARCH, com o propósito de analisar as correlações condicionais entre os ativos e determinar se a Bitcoin realmente cumpre com a função de ativo de refúgio. |
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| Autores principais: | Araújo, Diogo Fernandes |
| Assunto: | Ativo de refúgio Ativo de cobertura Ativo de diversificação Moedas fiduciárias Bitcoin Ouro Correlações condicionais Safe haven Hedging asset Diversifying asset Fiat currency Gold Conditional correlations |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A crise financeira de 2008 provocou a queda de várias instituições financeiras e gerou um sentimento de desconfiança em relação aos bancos e às moedas fiduciárias. É neste contexto que surge a Bitcoin, criada por Satoshi Nakamoto, como um sistema de dinheiro eletrónico que possibilita a realização de pagamentos e transações sem a necessidade de intermediários, como instituições financeiras. Com o presente estudo, pretende-se, em primeiro lugar, analisar se a Bitcoin tem a capacidade de cumprir as três funções principais das moedas fiduciárias, meio de troca, unidade de conta e reserva de valor, a fim de entender se poderá representar uma alternativa viável a uma moeda fiduciária ou se, pelo contrário, é utilizada maioritariamente como forma de investimento, à semelhança do ouro, sendo por isso frequentemente apelidada de ouro digital. A fim de compreender se a Bitcoin pode, de facto, ser considerada o ouro digital, torna-se fundamental examinar as semelhanças e divergências entre os dois ativos. A revisão de literatura inclui uma comparação detalhada das propriedades da Bitcoin e do ouro, assim como dos seus respetivos mercados, com o intuito de identificar pontos de convergência ou divergência entre ambos. Tendo em conta que o ouro é reconhecido como um ativo de refúgio em períodos de instabilidade, posteriormente, é realizada uma análise empírica de modo a avaliar se a Bitcoin poderá desempenhar um papel semelhante, bem como a sua capacidade enquanto ativo de diversificação e cobertura face ao mercado acionista norte-americano. Para tal, são analisadas as rendibilidades diárias de seis ativos, com o objetivo de verificar se apresentam as características associadas às séries financeiras de alta frequência, designadas por factos estilizados. Caso esta hipótese se confirme, procede-se com o ajustamento de um modelo GARCH (1,1) e, mais adiante, de um modelo DCC-GARCH, com o propósito de analisar as correlações condicionais entre os ativos e determinar se a Bitcoin realmente cumpre com a função de ativo de refúgio. |
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