Publicação
Famílias de risco, crianças de risco? : representações das crianças acerca da família e do risco
| Resumo: | O presente estudo encontra-se inserido na área do risco psicossocial, tendo objecto de pesquisa, um conjunto de representações sociais das crianças sinalizadas na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Amadora em relação à família e ao risco psicossocial. Neste sentido, pretendemos com a realização desta investigação, através de um trabalho desenvolvido com crianças em situação de risco, caracterizar com elas as suas representações acerca das vivências em família e dos significados que elas atribuem às práticas parentais. Parece-nos de todo pertinente, tentar compreender, a partir das crianças, quais são as faces do risco no âmbito familiar, uma vez que, nos permite construir um conhecimento valioso para sustentar as intervenções que são feitas com crianças, jovens e famílias no âmbito das medidas de protecção e promoção. Constitui-se como nossa preocupação, em termos de intervenção social e de protecção integral dos direitos destas crianças, saber até que ponto elas têm ou não um olhar criterioso acerca das práticas parentais que os serviços consideram como práticas parentais de risco. A nossa opção em termos de paradigma de investigação, recai na investigação qualitativa e o design metodológico utilizado é a análise de conteúdo, por valorizamos a construção de conhecimento, através das representações das crianças, uma vez que a realidade objectiva nunca pode ser captada, podendo apenas, conhecer uma determinada realidade através da sua representação. Os discursos foram ganhando voz, através da construção das categorias e subcategorias de análise, deixando emergir as representações contidas nas entrevistas realizadas e na elaboração de desenhos. Tais representações são construídas em função das experiências e vivências das crianças, estando estas relacionadas com os contextos em que se inserem. Foi possível perceber, através dos discursos das crianças, que, apesar de se encontrarem inseridas em famílias que representam risco psicossocial para o seu desenvolvimento e integridade, os participantes não possuem essa percepção. Assim, apesar de identificarem diferentes factores de risco idênticos aos seus contextos de vida, quando reportados para os seus quotidianos, não assumem essa realidade como sua. |
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| Autores principais: | Silva, Sofia Carolina de Sousa da |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O presente estudo encontra-se inserido na área do risco psicossocial, tendo objecto de pesquisa, um conjunto de representações sociais das crianças sinalizadas na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Amadora em relação à família e ao risco psicossocial. Neste sentido, pretendemos com a realização desta investigação, através de um trabalho desenvolvido com crianças em situação de risco, caracterizar com elas as suas representações acerca das vivências em família e dos significados que elas atribuem às práticas parentais. Parece-nos de todo pertinente, tentar compreender, a partir das crianças, quais são as faces do risco no âmbito familiar, uma vez que, nos permite construir um conhecimento valioso para sustentar as intervenções que são feitas com crianças, jovens e famílias no âmbito das medidas de protecção e promoção. Constitui-se como nossa preocupação, em termos de intervenção social e de protecção integral dos direitos destas crianças, saber até que ponto elas têm ou não um olhar criterioso acerca das práticas parentais que os serviços consideram como práticas parentais de risco. A nossa opção em termos de paradigma de investigação, recai na investigação qualitativa e o design metodológico utilizado é a análise de conteúdo, por valorizamos a construção de conhecimento, através das representações das crianças, uma vez que a realidade objectiva nunca pode ser captada, podendo apenas, conhecer uma determinada realidade através da sua representação. Os discursos foram ganhando voz, através da construção das categorias e subcategorias de análise, deixando emergir as representações contidas nas entrevistas realizadas e na elaboração de desenhos. Tais representações são construídas em função das experiências e vivências das crianças, estando estas relacionadas com os contextos em que se inserem. Foi possível perceber, através dos discursos das crianças, que, apesar de se encontrarem inseridas em famílias que representam risco psicossocial para o seu desenvolvimento e integridade, os participantes não possuem essa percepção. Assim, apesar de identificarem diferentes factores de risco idênticos aos seus contextos de vida, quando reportados para os seus quotidianos, não assumem essa realidade como sua. |
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