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Como promover a mobilidade ciclável em Portugal. O caso da cidade de Braga
| Resumo: | Uma das mais importantes vertentes da mobilidade urbana sustentável é a promoção dos modos ativos de transporte, nomeadamente o ciclável, sendo previsível que o aumento da sua utilização permita o cumprimento das metas Europeias de redução das emissões de Gases de Efeito de Estufa nas cidades para 80 a 95% abaixo dos níveis de 1990, no ano de 2050. Por outro lado, importa destacar a meta da European Cyclist Federation para que o modo ciclável represente 15% da repartição modal, na Europa, em 2020. É possível constatar que a estratégia europeia para a descarbonização do setor dos transportes e de uma mobilidade mais sustentável passa por um aumento do uso da bicicleta em deslocações pendulares casa-trabalho, tendo-se verificado um investimento em infraestruturas cicláveis para esse fim, importando então saber que técnicas podem ser utilizadas para tornar essas infraestruturas sustentáveis. Uma rede ciclável deve ser construída tendo por base os seguintes critérios funcionais: legibilidade, conforto, atratividade, coesão, segurança e continuidade. Para além disso, deve atender à resolução de potenciais pontos de conflito nas interseções e considerar a sua interação com as atividades associadas aos diferentes usos de solo da sua área de influência. Por outro lado, esta rede deve ser apoiada por infraestruturas de estacionamento, que respeitem as boas práticas internacionais para garantir a segurança dos ciclistas. Por último, importa realçar aspetos relacionados com a acessibilidade a Pessoas de Mobilidade Reduzida e o cumprimento das distâncias mínimas de proximidade aos pontos de destino. Assim, torna-se necessário definir e caraterizar quais as técnicas de promoção para a utilização do modo ciclável de forma regular que permitirão tornar o investimento infraestrutural rentável e, simultaneamente, efetivar uma transição modal do transporte individual para o ciclável. Para isso será apresentado um exercício de benchmarking para algumas cidades europeias que conseguiram uma inversão dos padrões de mobilidade, com o aumento do uso da bicicleta e diminuição do uso do automóvel, através da promoção do ciclável, da instalação de sistemas de bicicletas partilhadas, de incentivos fiscais e outras técnicas que serão devidamente apresentadas e discutidas. Por último, serão propostas algumas técnicas para a cidade de Braga, de modo a atingir uma taxa de utilização de 10% do modo ciclável. |
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| Autores principais: | Meireles, Mário José Dias |
| Assunto: | Mobilidade Ciclável Mobilidade Bicicletas Modos Ativos Benchmarking Promoção do uso da Bicicleta Braga Cycle mobility Mobility Bicycles Active mode Benchmarking Cycling Cycling promotion |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Uma das mais importantes vertentes da mobilidade urbana sustentável é a promoção dos modos ativos de transporte, nomeadamente o ciclável, sendo previsível que o aumento da sua utilização permita o cumprimento das metas Europeias de redução das emissões de Gases de Efeito de Estufa nas cidades para 80 a 95% abaixo dos níveis de 1990, no ano de 2050. Por outro lado, importa destacar a meta da European Cyclist Federation para que o modo ciclável represente 15% da repartição modal, na Europa, em 2020. É possível constatar que a estratégia europeia para a descarbonização do setor dos transportes e de uma mobilidade mais sustentável passa por um aumento do uso da bicicleta em deslocações pendulares casa-trabalho, tendo-se verificado um investimento em infraestruturas cicláveis para esse fim, importando então saber que técnicas podem ser utilizadas para tornar essas infraestruturas sustentáveis. Uma rede ciclável deve ser construída tendo por base os seguintes critérios funcionais: legibilidade, conforto, atratividade, coesão, segurança e continuidade. Para além disso, deve atender à resolução de potenciais pontos de conflito nas interseções e considerar a sua interação com as atividades associadas aos diferentes usos de solo da sua área de influência. Por outro lado, esta rede deve ser apoiada por infraestruturas de estacionamento, que respeitem as boas práticas internacionais para garantir a segurança dos ciclistas. Por último, importa realçar aspetos relacionados com a acessibilidade a Pessoas de Mobilidade Reduzida e o cumprimento das distâncias mínimas de proximidade aos pontos de destino. Assim, torna-se necessário definir e caraterizar quais as técnicas de promoção para a utilização do modo ciclável de forma regular que permitirão tornar o investimento infraestrutural rentável e, simultaneamente, efetivar uma transição modal do transporte individual para o ciclável. Para isso será apresentado um exercício de benchmarking para algumas cidades europeias que conseguiram uma inversão dos padrões de mobilidade, com o aumento do uso da bicicleta e diminuição do uso do automóvel, através da promoção do ciclável, da instalação de sistemas de bicicletas partilhadas, de incentivos fiscais e outras técnicas que serão devidamente apresentadas e discutidas. Por último, serão propostas algumas técnicas para a cidade de Braga, de modo a atingir uma taxa de utilização de 10% do modo ciclável. |
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