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Metamorfoses e subjetivação do trabalho digital em contexto de pandemia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este texto procura compreender a posição dos trabalhadores face à exploração percebida das experiências de trabalho em regime de trabalho remoto, ou teletrabalho, a partir das metamorfoses objetivas e subjetivas no mundo do trabalho pós-pandémico. Com esse propósito, mobilizam-se resultados obtidos no estudo “Regresso ao trabalho pós Covid-19. (Re)centramento de valores”, que proporciona evidências empíricas sobre a realidade da atividade laboral transformada pela interceção entre as plataformas digitais e as orientações valorativas face ao trabalho e ao bem-estar emocional e qualidade de vida em geral. Sem se pretender uma convergência ou provocar um consenso, até por tal não ser possível, em torno dos desenvolvimentos teóricos que reatualizam a agenda da sociologia do trabalho, é possível contribuir para a produção de conhecimento que resista a diagnósticos deterministas e homogeneizante na análise das consequências (im)previsíveis que decorrem da pandemia Covid-19, perspetivando-a como aceleradora de tendências sociais de precarização e subjetivação do trabalho.
Autores principais:Marques, Ana Paula
Outros Autores:Silva, Jorge Esser
Assunto:Portugal Pandemia Precarização Plataformas digitais Exploração percebida Ciências Sociais::Sociologia Educação de qualidade
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este texto procura compreender a posição dos trabalhadores face à exploração percebida das experiências de trabalho em regime de trabalho remoto, ou teletrabalho, a partir das metamorfoses objetivas e subjetivas no mundo do trabalho pós-pandémico. Com esse propósito, mobilizam-se resultados obtidos no estudo “Regresso ao trabalho pós Covid-19. (Re)centramento de valores”, que proporciona evidências empíricas sobre a realidade da atividade laboral transformada pela interceção entre as plataformas digitais e as orientações valorativas face ao trabalho e ao bem-estar emocional e qualidade de vida em geral. Sem se pretender uma convergência ou provocar um consenso, até por tal não ser possível, em torno dos desenvolvimentos teóricos que reatualizam a agenda da sociologia do trabalho, é possível contribuir para a produção de conhecimento que resista a diagnósticos deterministas e homogeneizante na análise das consequências (im)previsíveis que decorrem da pandemia Covid-19, perspetivando-a como aceleradora de tendências sociais de precarização e subjetivação do trabalho.