Publicação

Atitudes face à mudança e Burnout : um estudo com docentes da Universidade do Minho

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:As contantes mudanças no cenário atual incitam o indivíduo a criar novas formas de se adaptar às organizações. Esta realidade implica adaptações constantes no funcionamento físico e emocional do trabalhador. Na educação, assiste-se igualmente a estas mudanças que exigem novas alternativas nos sistemas educativos e que afetam diretamente o trabalho dos docentes. Com as reformas que têm sido introduzidas na última década, o ensino superior encontra-se hoje numa fase de grande turbulência. Os docentes universitários deparam-se com uma nova realidade que impõem constantes ajustamentos. Conciliar a multiplicidade de tarefas e de papéis torna-se um desafio diário gerando stresse e muitas das vezes estados de esgotamento (burnout). No campo de comportamento organizacional, as atitudes dos indivíduos mostram-se um importante fator de análise da predisposição de comportamentos, principalmente no que diz respeito à implantação de mudanças organizacionais. Foi partindo destes pressupostos que se entendeu pertinente levar a cabo o presente estudo, que procura aferir a existência de relação entre as atitudes dos docentes face à mudança e o estado de burnout. Para o efeito, recorrendo ao Maslach Burnout Inventory – Educators Survey (Maslach, Jackson e Leiter, 1996) e à Escala de Atitudes Face à Mudança (Neiva, Garcia e Paz, 2004), foi realizado um inquérito por questionário aos docentes da Universidade do Minho. Dos 213 inquéritos recebidos verificou-se que 42.3% dos inquiridos apresentam sinais de burnout, sendo significativos os valores obtidos que apontam um alto nível de “exaustão emocional” e “despersonalização”. Verificou-se ainda que a “exaustão emocional” se encontra positivamente relacionada com as atitudes de “cinismo” face à mudança e negativamente relacionada com a atitude de “aceitação”. Por seu turno, a “despersonalização” e “realização pessoal” encontram-se positivamente relacionadas com a atitude de “cinismo” e “aceitação” respetivamente.
Autores principais:Briga, Didiana Cristina Correia Mendes
Assunto:Mudança organizacional Atitudes face à mudança Stresse ocupacional Burnout Profissão docente Organizational change Attitudes towards change Occupational stress Teacher
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As contantes mudanças no cenário atual incitam o indivíduo a criar novas formas de se adaptar às organizações. Esta realidade implica adaptações constantes no funcionamento físico e emocional do trabalhador. Na educação, assiste-se igualmente a estas mudanças que exigem novas alternativas nos sistemas educativos e que afetam diretamente o trabalho dos docentes. Com as reformas que têm sido introduzidas na última década, o ensino superior encontra-se hoje numa fase de grande turbulência. Os docentes universitários deparam-se com uma nova realidade que impõem constantes ajustamentos. Conciliar a multiplicidade de tarefas e de papéis torna-se um desafio diário gerando stresse e muitas das vezes estados de esgotamento (burnout). No campo de comportamento organizacional, as atitudes dos indivíduos mostram-se um importante fator de análise da predisposição de comportamentos, principalmente no que diz respeito à implantação de mudanças organizacionais. Foi partindo destes pressupostos que se entendeu pertinente levar a cabo o presente estudo, que procura aferir a existência de relação entre as atitudes dos docentes face à mudança e o estado de burnout. Para o efeito, recorrendo ao Maslach Burnout Inventory – Educators Survey (Maslach, Jackson e Leiter, 1996) e à Escala de Atitudes Face à Mudança (Neiva, Garcia e Paz, 2004), foi realizado um inquérito por questionário aos docentes da Universidade do Minho. Dos 213 inquéritos recebidos verificou-se que 42.3% dos inquiridos apresentam sinais de burnout, sendo significativos os valores obtidos que apontam um alto nível de “exaustão emocional” e “despersonalização”. Verificou-se ainda que a “exaustão emocional” se encontra positivamente relacionada com as atitudes de “cinismo” face à mudança e negativamente relacionada com a atitude de “aceitação”. Por seu turno, a “despersonalização” e “realização pessoal” encontram-se positivamente relacionadas com a atitude de “cinismo” e “aceitação” respetivamente.