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Equilíbrio entre as esferas laboral e extralaboral na perspetiva dos membros da Rusga Típica da Correlhã

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Resumo:A presente investigação teve como principal objetivo compreender e analisar as relações que se estabelecem entre o domínio laboral e o domínio extralaboral dos membros da Rusga Típica da Correlhã. Para tal, foi realizado um estudo qualitativo, tendo sido entrevistados 18 profissionais. A problemática foi analisada com enfoque em três principais dimensões: o domínio pessoal e laboral, extralaboral e organizacional. No domínio pessoal e laboral analisou-se: a gestão do equilíbrio trabalho/não-trabalho a nível individual; o grau de centralidade atribuída trabalho/não trabalho e os mecanismos de ligação trabalho/não-trabalho. No domínio extralaboral, pretendeu se explorar a importância das atividades extralaborais e familiar, nomeadamente, valores, princípios e comportamentos adquiridos e a influencia da esfera extralaboral no desempenho. Por fim, no domínio organizacional analisou-se: A influência da organização na relação trabalho/não trabalho, ou seja, o modo de atuação das organizações relativamente à conciliação. No que diz respeito a gestão do equilíbrio trabalho/não-trabalho a nível individual verificou se que existe um conflito de tempo provocado pelo trabalho prejudicando as restantes esferas de vida do indivíduo, além disso, apesar de existir uma dupla perspetiva relativa a esta temática, ou seja, uma hipótese de expansão de recursos e hipótese de escassez de recursos a perspetiva que mais predomina é a segunda. Sendo confrontados com esta escassez identificou-se três formas para gerir o equilíbrio, nomeadamente, a primeira associa o bom desempenho no trabalho a uma boa gestão, a segunda categoria identifica a separação das esferas como um método de gestão do equilíbrio e, por fim, é identificada a vida extralaboral e/ou familiar como um método para gerir os efeitos que o trabalho pode provocar. Relativamente à importância das atividades extralaborais, revelaram-se muito úteis para o trabalho, uma vez que através delas se adquire um conjunto de competências, valores e princípios. Ao nível organizacional, os resultados demonstram que a maioria das organizações não revelam uma postura proativa, não adotando medidas que visem o equilíbrio laboral, extralaboral e familiar.
Autores principais:Varajão, Regina Ribeiro
Assunto:Vida laboral Vida extralaboral Equilíbrio trabalho-vida pessoal Associativismo cultural Políticas amigas da família Work life Extra-work life Work-life balance Cultural associations Family-friendly policies
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A presente investigação teve como principal objetivo compreender e analisar as relações que se estabelecem entre o domínio laboral e o domínio extralaboral dos membros da Rusga Típica da Correlhã. Para tal, foi realizado um estudo qualitativo, tendo sido entrevistados 18 profissionais. A problemática foi analisada com enfoque em três principais dimensões: o domínio pessoal e laboral, extralaboral e organizacional. No domínio pessoal e laboral analisou-se: a gestão do equilíbrio trabalho/não-trabalho a nível individual; o grau de centralidade atribuída trabalho/não trabalho e os mecanismos de ligação trabalho/não-trabalho. No domínio extralaboral, pretendeu se explorar a importância das atividades extralaborais e familiar, nomeadamente, valores, princípios e comportamentos adquiridos e a influencia da esfera extralaboral no desempenho. Por fim, no domínio organizacional analisou-se: A influência da organização na relação trabalho/não trabalho, ou seja, o modo de atuação das organizações relativamente à conciliação. No que diz respeito a gestão do equilíbrio trabalho/não-trabalho a nível individual verificou se que existe um conflito de tempo provocado pelo trabalho prejudicando as restantes esferas de vida do indivíduo, além disso, apesar de existir uma dupla perspetiva relativa a esta temática, ou seja, uma hipótese de expansão de recursos e hipótese de escassez de recursos a perspetiva que mais predomina é a segunda. Sendo confrontados com esta escassez identificou-se três formas para gerir o equilíbrio, nomeadamente, a primeira associa o bom desempenho no trabalho a uma boa gestão, a segunda categoria identifica a separação das esferas como um método de gestão do equilíbrio e, por fim, é identificada a vida extralaboral e/ou familiar como um método para gerir os efeitos que o trabalho pode provocar. Relativamente à importância das atividades extralaborais, revelaram-se muito úteis para o trabalho, uma vez que através delas se adquire um conjunto de competências, valores e princípios. Ao nível organizacional, os resultados demonstram que a maioria das organizações não revelam uma postura proativa, não adotando medidas que visem o equilíbrio laboral, extralaboral e familiar.