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A gestão estratégica e o desenvolvimento das capacidades dinâmicas: um estudo empírico aplicado às organizações sem fins lucrativos

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Resumo:As organizações sem fins lucrativos têm enfrentado, nos últimos anos, um mercado dinâmico e por isso em constante mudança. Para garantir a sua sobrevivência e cumprir com os seus objetivos, as organizações sem fins lucrativos têm de ser capazes de responder rápida e eficazmente às mudanças apresentadas pelo meio envolvente. Devido à diminuição dos apoios estatais, as dificuldades financeiras destas organizações ampliaram-se resultando num aumento da necessidade destas se tornarem sustentáveis. Deste modo, e considerando o período de instabilidade atual, é essencial perceber e analisar a gestão estratégica das organizações sem fins lucrativos, bem como analisar de que forma estas organizações são capazes de criar e modificar os recursos através do desenvolvimento de novos métodos e técnicas. A introdução das capacidades dinâmicas na gestão estratégica apoia as organizações sem fins lucrativos no cumprimento dos seus objetivos através da criação de respostas inovadoras e tempestivas aos problemas. Assim sendo, a presente investigação tem como principal objetivo: analisar o desenvolvimento das capacidades dinâmicas na gestão estratégica das organizações sem fins lucrativos. No sentido de responder às questões de investigação foram realizados cinco casos de estudo (Caso A, B, C, D e E). Cada caso corresponde a uma organização distinta, na qual foram realizadas entrevistas dirigidas ao gestor da organização ou seus representantes. A análise de dados qualitativos revelou que a adaptação e aplicação de conceitos de gestão empresarial no setor não lucrativo orientam as organizações para a autonomia e a sustentabilidade. Por outro lado, o estudo empírico demonstrou que a sustentabilidade é efetivamente uma preocupação constante para a gestão das organizações sem fins lucrativos. Neste sentido, constatou-se que o desenvolvimento de capacidades dinâmicas no contexto destas organizações constitui um fator crítico de sucesso. O presente estudo demonstra que a existência destas capacidades potenciam a capacidade de resposta às necessidades do mercado no qual estas organizações operam. Devido às exigências da sociedade, estas organizações tendem a procurar diferentes soluções para diferentes problemas, não permitindo a estagnação da atividade nem a perda de valor de mercado fomentando assim o desenvolvimento das capacidades dinâmicas nas organizações sem fins lucrativos. Deste modo, a gestão estratégica encontra-se inevitavelmente ligada ao desenvolvimento de capacidades dinâmicas nas organizações sem fins lucrativos, pois, a estratégia tem como objetivo a valorização da organização e as capacidades dinâmicas permitem o cumprimento do mesmo com maior eficiência e eficácia. Em suma, verifica-se a relevância da gestão das organizações sem fins lucrativos e ainda a diversidade de estudos que ainda poderão ser realizados nesta área.
Autores principais:Fertuzinhos, Andreia Filipa Esteves
Assunto:Gestão estratégica Capacidades dinâmicas Sustentabilidade Organizações sem fins lucrativos Strategic management Dynamic capabilities Sustainability Non-profit sector
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As organizações sem fins lucrativos têm enfrentado, nos últimos anos, um mercado dinâmico e por isso em constante mudança. Para garantir a sua sobrevivência e cumprir com os seus objetivos, as organizações sem fins lucrativos têm de ser capazes de responder rápida e eficazmente às mudanças apresentadas pelo meio envolvente. Devido à diminuição dos apoios estatais, as dificuldades financeiras destas organizações ampliaram-se resultando num aumento da necessidade destas se tornarem sustentáveis. Deste modo, e considerando o período de instabilidade atual, é essencial perceber e analisar a gestão estratégica das organizações sem fins lucrativos, bem como analisar de que forma estas organizações são capazes de criar e modificar os recursos através do desenvolvimento de novos métodos e técnicas. A introdução das capacidades dinâmicas na gestão estratégica apoia as organizações sem fins lucrativos no cumprimento dos seus objetivos através da criação de respostas inovadoras e tempestivas aos problemas. Assim sendo, a presente investigação tem como principal objetivo: analisar o desenvolvimento das capacidades dinâmicas na gestão estratégica das organizações sem fins lucrativos. No sentido de responder às questões de investigação foram realizados cinco casos de estudo (Caso A, B, C, D e E). Cada caso corresponde a uma organização distinta, na qual foram realizadas entrevistas dirigidas ao gestor da organização ou seus representantes. A análise de dados qualitativos revelou que a adaptação e aplicação de conceitos de gestão empresarial no setor não lucrativo orientam as organizações para a autonomia e a sustentabilidade. Por outro lado, o estudo empírico demonstrou que a sustentabilidade é efetivamente uma preocupação constante para a gestão das organizações sem fins lucrativos. Neste sentido, constatou-se que o desenvolvimento de capacidades dinâmicas no contexto destas organizações constitui um fator crítico de sucesso. O presente estudo demonstra que a existência destas capacidades potenciam a capacidade de resposta às necessidades do mercado no qual estas organizações operam. Devido às exigências da sociedade, estas organizações tendem a procurar diferentes soluções para diferentes problemas, não permitindo a estagnação da atividade nem a perda de valor de mercado fomentando assim o desenvolvimento das capacidades dinâmicas nas organizações sem fins lucrativos. Deste modo, a gestão estratégica encontra-se inevitavelmente ligada ao desenvolvimento de capacidades dinâmicas nas organizações sem fins lucrativos, pois, a estratégia tem como objetivo a valorização da organização e as capacidades dinâmicas permitem o cumprimento do mesmo com maior eficiência e eficácia. Em suma, verifica-se a relevância da gestão das organizações sem fins lucrativos e ainda a diversidade de estudos que ainda poderão ser realizados nesta área.