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Vivências dos pais e das crianças e adolescentes no confronto com o diagnóstico de cancro: o olhar dos profissionais de oncologia pediátrica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Dados epidemiológicos sobre oncologia pediátrica revelam que o avanço científico nesta área aumentou consideravelmente as hipóteses de cura. Apesar desse apreciável aumento, a doença oncológica detém, ainda hoje, uma acentuada carga emocional e uma representação social de elevada componente simbólica, mais ainda quando diagnosticada na infância ou adolescência. Dado o significativo impacto do confronto com o diagnóstico de cancro e suas repercussões no processo de adaptação à doença, o presente trabalho - de natureza exploratória - analisa a dimensão fenomenológica desta primeira etapa do processo. Para isso, contou-se com as reflexões de um grupo de 31 profissionais de oncologia pediátrica de diferentes áreas de intervenção (medicina, enfermagem, psicologia, educação e serviço social) que - através de uma entrevista semiestruturada -, procuraram identificar as principais dificuldades, necessidades e preocupações observadas entre estas crianças/adolescentes e seus pais aquando do confronto com o diagnóstico de cancro. Os resultados do presente estudo revelam que as crianças e adolescentes manifestam reações diversas, em função de variáveis como a sua idade, sendo estas mais intensas entre os adolescentes, porque conscientes da gravidade da doença e suas potenciais consequências. Raiva, revolta, medo da morte são algumas das manifestações emocionais mais comuns entre estes. Entre os pais as reações mais evidentes e imediatas são, segundo o olhar dos profissionais, as de caráter emocional, às quais se seguem ao do foro profissional, financeiro e familiar. Em face dos resultados obtidos reflete-se sobre potenciais intervenções a desenvolver junto destas famílias com o intuito de minimizar o impacto psicossocial desta fase da doença oncológica no seu bem-estar, e de potenciar a sua capacidade de enfrentamento das etapas posteriores do processo.
Autores principais:Monteiro, Maria Isabel Silva Moreira
Assunto:Oncologia pediátrica Diagnóstico Crianças / adolescentes e pais Dificuldades Necessidades Preocupações Pediatric oncology Diagnosis Children/teenager and parents Difficulties Needs Concerns
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Dados epidemiológicos sobre oncologia pediátrica revelam que o avanço científico nesta área aumentou consideravelmente as hipóteses de cura. Apesar desse apreciável aumento, a doença oncológica detém, ainda hoje, uma acentuada carga emocional e uma representação social de elevada componente simbólica, mais ainda quando diagnosticada na infância ou adolescência. Dado o significativo impacto do confronto com o diagnóstico de cancro e suas repercussões no processo de adaptação à doença, o presente trabalho - de natureza exploratória - analisa a dimensão fenomenológica desta primeira etapa do processo. Para isso, contou-se com as reflexões de um grupo de 31 profissionais de oncologia pediátrica de diferentes áreas de intervenção (medicina, enfermagem, psicologia, educação e serviço social) que - através de uma entrevista semiestruturada -, procuraram identificar as principais dificuldades, necessidades e preocupações observadas entre estas crianças/adolescentes e seus pais aquando do confronto com o diagnóstico de cancro. Os resultados do presente estudo revelam que as crianças e adolescentes manifestam reações diversas, em função de variáveis como a sua idade, sendo estas mais intensas entre os adolescentes, porque conscientes da gravidade da doença e suas potenciais consequências. Raiva, revolta, medo da morte são algumas das manifestações emocionais mais comuns entre estes. Entre os pais as reações mais evidentes e imediatas são, segundo o olhar dos profissionais, as de caráter emocional, às quais se seguem ao do foro profissional, financeiro e familiar. Em face dos resultados obtidos reflete-se sobre potenciais intervenções a desenvolver junto destas famílias com o intuito de minimizar o impacto psicossocial desta fase da doença oncológica no seu bem-estar, e de potenciar a sua capacidade de enfrentamento das etapas posteriores do processo.