Publicação
O Conjunto Megalítico do Arreçaio, Arouca, no seu contexto regional
| Resumo: | Este trabalho tem como objetivo geral contribuir para o estudo do mundo funerário da Pré-história Recente no Cento-Norte Litoral, a partir do estudo da necrópole megalítica do Arreçaio (Arouca). Pretende, pois, contribuir com novas interpretações para a compreensão do fenómeno do megalitismo naquela região e para o fenómeno das reutilizações destes monumentos em períodos posteriores. Assim, e com base nos dados e documentos do arqueólogo Fernando Augusto Pereira da Silva (1953-2010), procedemos à relocalização dos monumentos, que foram estudados em maior detalhe, incluindo todo o seu espólio, e foram feitas novas interpretações sobre as estruturas então descobertas. A necrópole megalítica do Arreçaio é composta por oito monumentos, cinco dos quais se estendem de forma linear alongada, e dois dos quais se encontram nucleados. Todos eles encontram-se construídos sobre linhas de cumeada e em zona de divisórias de água, em zona de confluência de diferentes matérias-primas, como o granito, o xisto e o quartzo. Os monumentos de Arreçaio 2 e 4 – escavados por F. A. Pereira da Silva em 1992-1994 – foram alvo de revisão monográfica neste projeto, enquanto os restantes foram apenas inventariados. Grande parte destes monumentos seria de médias dimensões, com exceção de Arreçaio 6, que apresenta maior volumetria. No que diz respeito às tipologias arquitetónicas, o estado de conservação da necrópole tornou a sua interpretação complicada, mas, graças às escavações realizadas, podemos afirmar que Arreçaio 2 possuí uma sepultura em cista megalítica. No que diz respeito às cronologias, e graças ao espólio recolhido, podemos apontar para construções do período Neolítico, tanto em Arreçaio 2 como Arreçaio 4, tendo presentes formas cerâmicas e líticas muito comuns daquele período. No entanto, em ambos os monumentos, têm de ser assinaladas reutilizações mais tardias, já durante a Idade do Bronze. |
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| Autores principais: | Costa, Telma Leandra Ferros da |
| Assunto: | Arouca Megalitismo Necrópole Megalítica do Arreçaio Neolítico Idade do Bronze Reutilização de monumentos funerários Megalithism Necropolis of Arreçaio Neolithic Bronze Age Reutilization of funerary monuments |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este trabalho tem como objetivo geral contribuir para o estudo do mundo funerário da Pré-história Recente no Cento-Norte Litoral, a partir do estudo da necrópole megalítica do Arreçaio (Arouca). Pretende, pois, contribuir com novas interpretações para a compreensão do fenómeno do megalitismo naquela região e para o fenómeno das reutilizações destes monumentos em períodos posteriores. Assim, e com base nos dados e documentos do arqueólogo Fernando Augusto Pereira da Silva (1953-2010), procedemos à relocalização dos monumentos, que foram estudados em maior detalhe, incluindo todo o seu espólio, e foram feitas novas interpretações sobre as estruturas então descobertas. A necrópole megalítica do Arreçaio é composta por oito monumentos, cinco dos quais se estendem de forma linear alongada, e dois dos quais se encontram nucleados. Todos eles encontram-se construídos sobre linhas de cumeada e em zona de divisórias de água, em zona de confluência de diferentes matérias-primas, como o granito, o xisto e o quartzo. Os monumentos de Arreçaio 2 e 4 – escavados por F. A. Pereira da Silva em 1992-1994 – foram alvo de revisão monográfica neste projeto, enquanto os restantes foram apenas inventariados. Grande parte destes monumentos seria de médias dimensões, com exceção de Arreçaio 6, que apresenta maior volumetria. No que diz respeito às tipologias arquitetónicas, o estado de conservação da necrópole tornou a sua interpretação complicada, mas, graças às escavações realizadas, podemos afirmar que Arreçaio 2 possuí uma sepultura em cista megalítica. No que diz respeito às cronologias, e graças ao espólio recolhido, podemos apontar para construções do período Neolítico, tanto em Arreçaio 2 como Arreçaio 4, tendo presentes formas cerâmicas e líticas muito comuns daquele período. No entanto, em ambos os monumentos, têm de ser assinaladas reutilizações mais tardias, já durante a Idade do Bronze. |
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