Publicação
Sensorização na monitorização do sistema de transportes em smart cities
| Resumo: | As necessidades de mobilidade cresceram exponencialmente e os padrões alteraram-se significativamente, especialmente nos núcleos urbanos, resultado do desenvolvimento económico, tecnológico e social. Uma das principais consequências deste progresso foi a melhoria das infraestruturas rodoviárias e o aumento significativo da taxa de motorização que, aliado a um modelo de ordenamento do território que promove a descentralização das atividades, de serviços e progressiva dispersão urbanística, progrediu para o aumento das distâncias percorridas, a utilização de viatura particular e a dificuldade na sustentabilidade dos serviços de transporte público nos movimentos pendulares. As smart cities ou as cidades do futuro, inevitavelmente estão associadas ao desenvolvimento tecnológico como apoio na obtenção da eficiência na gestão dos recursos escassos e produção sustentável do desenvolvimento económico e da qualidade de vida. Em áreas densamente ocupadas com as infraestruturas do sistema de transportes plenamente delineadas, a gestão do espaço substitui o aumento da capacidade, na inevitabilidade dos impactes económicos, do ruído e poluição atmosférica inerentes ao congestionamento. O planeamento estratégico dos transportes procura um projeto dominado por tratamento paisagístico, modos ativos e transportes coletivos, onde o veículo particular constitui uma alternativa secundária nas opões de mobilidade, o individuo atua como matriz essencial na otimização da relação com o espaço e os dados partilhados como fundação para a construção de um sistema que permita responder adequadamente às necessidades das instituições, empresas e população em geral. A monitorização permanente com recurso a sensores que detetam características da envolvência ambiental, que comunicam periodicamente ou em tempo real e permitem o posterior tratamento dos dados armazenados para a disponibilidade de informação relevante e direcionada para a tomada de decisão do indivíduo ou coletivo, afirma-se como perentória na reestruturação do sistema de transportes, no estudo de comportamentos e no desenvolvimento social, económico e ambiental das cidades do futuro. |
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| Autores principais: | Santos, Ricardo Daniel de Sousa |
| Assunto: | Mobilidade Sensores Smart Sustentabilidade Wireless Mobility Sensors Sustainability Engenharia e Tecnologia::Engenharia Civil |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As necessidades de mobilidade cresceram exponencialmente e os padrões alteraram-se significativamente, especialmente nos núcleos urbanos, resultado do desenvolvimento económico, tecnológico e social. Uma das principais consequências deste progresso foi a melhoria das infraestruturas rodoviárias e o aumento significativo da taxa de motorização que, aliado a um modelo de ordenamento do território que promove a descentralização das atividades, de serviços e progressiva dispersão urbanística, progrediu para o aumento das distâncias percorridas, a utilização de viatura particular e a dificuldade na sustentabilidade dos serviços de transporte público nos movimentos pendulares. As smart cities ou as cidades do futuro, inevitavelmente estão associadas ao desenvolvimento tecnológico como apoio na obtenção da eficiência na gestão dos recursos escassos e produção sustentável do desenvolvimento económico e da qualidade de vida. Em áreas densamente ocupadas com as infraestruturas do sistema de transportes plenamente delineadas, a gestão do espaço substitui o aumento da capacidade, na inevitabilidade dos impactes económicos, do ruído e poluição atmosférica inerentes ao congestionamento. O planeamento estratégico dos transportes procura um projeto dominado por tratamento paisagístico, modos ativos e transportes coletivos, onde o veículo particular constitui uma alternativa secundária nas opões de mobilidade, o individuo atua como matriz essencial na otimização da relação com o espaço e os dados partilhados como fundação para a construção de um sistema que permita responder adequadamente às necessidades das instituições, empresas e população em geral. A monitorização permanente com recurso a sensores que detetam características da envolvência ambiental, que comunicam periodicamente ou em tempo real e permitem o posterior tratamento dos dados armazenados para a disponibilidade de informação relevante e direcionada para a tomada de decisão do indivíduo ou coletivo, afirma-se como perentória na reestruturação do sistema de transportes, no estudo de comportamentos e no desenvolvimento social, económico e ambiental das cidades do futuro. |
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