Publicação
Comportamentos alimentares de alunos de 10-17 anos em cantinas escolares : um estudo de caso
| Resumo: | Os refeitórios escolares devem ser espaços de socialização que promovam refeições aprazíveis, práticas alimentares adequadas e que contribuam para capacitar os alunos a fazerem escolhas e consolidarem hábitos alimentares saudáveis. Embora as refeições servidas possam ser nutricionalmente equilibradas, tal não garante que os consumos realizados pelos alunos também o sejam, pelo que importa averiguar as suas escolhas no refeitório e o consumo efetivo. Nesta perspetiva, caracterizou-se o serviço de alimentação oferecido no refeitório numa escola do Alentejo Central e analisaram-se os comportamentos dos alunos do 2.º e do 3.º Ciclo, ao almoço. Identificaram-se aspetos positivos e eventuais necessidades de melhoria da sua alimentação para elaborar recomendações que a beneficiem. Para tal, recorreu-se a uma pluralidade de técnicas de recolha de informação, nomeadamente, análise documental, observação sistemática, entrevistas semiestruturadas e questionários, conjugando metodologias qualitativas e quantitativas e procedeu-se à análise integrada e triangulação dos dados obtidos. Verificou-se que o refeitório reunia condições para prestação do serviço a que se destinava. As refeições servidas eram hipocalóricas, qualitativamente aceitáveis, no entanto, o aporte nutricional variava também com as escolhas e preferências dos alunos em função da sua maior ou menor aceitação dos alimentos. O género e o Ciclo de Ensino condicionam os comportamentos alimentares dos alunos e a sua satisfação com o serviço de alimentação escolar. As raparigas consumiram mais sopa e vegetais e os rapazes mais pão e fruta. Os alunos do 2.º Ciclo faziam consumos alimentares mais saudáveis que os do 3.º, ingerindo com maior frequência peixe, acompanhamento de vegetais e fruta, sendo estes últimos muito mais críticos e exigentes com o serviço. Sublinha-se a necessidade de ter em consideração o género e o Ciclo de Ensino dos alunos, aquando do planeamento programas de intervenção em Educação para a Saúde relacionados com a alimentação nos refeitórios escolares. |
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| Autores principais: | Reis, Elsa |
| Outros Autores: | Carvalho, Graça Simões de |
| Assunto: | Alimentação saudável Refeitório escolar Consumos alimentares Refeições escolares |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Os refeitórios escolares devem ser espaços de socialização que promovam refeições aprazíveis, práticas alimentares adequadas e que contribuam para capacitar os alunos a fazerem escolhas e consolidarem hábitos alimentares saudáveis. Embora as refeições servidas possam ser nutricionalmente equilibradas, tal não garante que os consumos realizados pelos alunos também o sejam, pelo que importa averiguar as suas escolhas no refeitório e o consumo efetivo. Nesta perspetiva, caracterizou-se o serviço de alimentação oferecido no refeitório numa escola do Alentejo Central e analisaram-se os comportamentos dos alunos do 2.º e do 3.º Ciclo, ao almoço. Identificaram-se aspetos positivos e eventuais necessidades de melhoria da sua alimentação para elaborar recomendações que a beneficiem. Para tal, recorreu-se a uma pluralidade de técnicas de recolha de informação, nomeadamente, análise documental, observação sistemática, entrevistas semiestruturadas e questionários, conjugando metodologias qualitativas e quantitativas e procedeu-se à análise integrada e triangulação dos dados obtidos. Verificou-se que o refeitório reunia condições para prestação do serviço a que se destinava. As refeições servidas eram hipocalóricas, qualitativamente aceitáveis, no entanto, o aporte nutricional variava também com as escolhas e preferências dos alunos em função da sua maior ou menor aceitação dos alimentos. O género e o Ciclo de Ensino condicionam os comportamentos alimentares dos alunos e a sua satisfação com o serviço de alimentação escolar. As raparigas consumiram mais sopa e vegetais e os rapazes mais pão e fruta. Os alunos do 2.º Ciclo faziam consumos alimentares mais saudáveis que os do 3.º, ingerindo com maior frequência peixe, acompanhamento de vegetais e fruta, sendo estes últimos muito mais críticos e exigentes com o serviço. Sublinha-se a necessidade de ter em consideração o género e o Ciclo de Ensino dos alunos, aquando do planeamento programas de intervenção em Educação para a Saúde relacionados com a alimentação nos refeitórios escolares. |
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