Publicação
Characterization of the diet of the European otter (Lutra lutra) in areas invaded and non-invaded by the signal crayfish (Pacifastacus leniusculus)
| Resumo: | Espécies invasoras são um grande desafio para a conservação da biodiversidade e funcionamento do ecossistema, afetando significativamente os ecossistemas de água doce. A introdução de uma espécie pode impactar significativamente o ecossistema, com efeitos tanto positivos quanto negativos, dependendo do contexto. O lagostim sinal, Pacifastacus leniusculus, é uma das espécies invasoras mais bem-sucedidas em ecossistemas de água doce Europeus. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto do lagostim sinal na distribuição, abundância e dieta da lontra-europeia, Lutra lutra, um predador de topo, em locais invadidos e não invadidos no Parque Natural de Montesinho e áreas adjacentes ao longo dos Rios Mente, Rabaçal, Tuela e Baceiro. Para essa finalidade foram amostrados excrementos de lontra e posteriormente analisados, também foram recolhidos dados sobre a abundância e biomassa de peixes, lagostim sinal, anfíbios e macroinvertebrados, juntamente com dados ambientais, em 30 locais distintos. Os resultados revelaram que a lontra-europeia prefere alimentar-se em locais invadidos pelo lagostim sinal, com maior abundância de excrementos de lontra correlacionada com a abundância de lagostim sinal. O aumento do consumo de lagostim sinal, especialmente nos meses de verão, quando a sua atividade é maior, sugere que as lontras estão a aproveitar a maior disponibilidade desta presa nos locais invadidos, confirmando a elevada plasticidade alimentar e comportamento oportunista da lontra-europeia. O lagostim sinal afetou negativamente as comunidades de macroinvertebrados, o que pode impactar espécies de peixes que destes se alimentam, reduzindo assim a disponibilidade de peixes para a lontra-europeia. No geral, este estudo indica que, embora o lagostim sinal afete negativamente as comunidades de macroinvertebrados, a sua abundância aumenta a disponibilidade de energia para a lontra-europeia, destacando as interações complexas entre espécies invasoras e predadores nativos. |
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| Autores principais: | Rosa, Gabriel Filipe Horta |
| Assunto: | Alimentar ecossistemas de água doce Espécies invasoras Excrementos Lagostim-sinal Lontra-europeia Freshwater ecosystems European otter Foraging Invasive species Signal crayfish Spraints Ciências Naturais::Ciências Biológicas |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Espécies invasoras são um grande desafio para a conservação da biodiversidade e funcionamento do ecossistema, afetando significativamente os ecossistemas de água doce. A introdução de uma espécie pode impactar significativamente o ecossistema, com efeitos tanto positivos quanto negativos, dependendo do contexto. O lagostim sinal, Pacifastacus leniusculus, é uma das espécies invasoras mais bem-sucedidas em ecossistemas de água doce Europeus. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto do lagostim sinal na distribuição, abundância e dieta da lontra-europeia, Lutra lutra, um predador de topo, em locais invadidos e não invadidos no Parque Natural de Montesinho e áreas adjacentes ao longo dos Rios Mente, Rabaçal, Tuela e Baceiro. Para essa finalidade foram amostrados excrementos de lontra e posteriormente analisados, também foram recolhidos dados sobre a abundância e biomassa de peixes, lagostim sinal, anfíbios e macroinvertebrados, juntamente com dados ambientais, em 30 locais distintos. Os resultados revelaram que a lontra-europeia prefere alimentar-se em locais invadidos pelo lagostim sinal, com maior abundância de excrementos de lontra correlacionada com a abundância de lagostim sinal. O aumento do consumo de lagostim sinal, especialmente nos meses de verão, quando a sua atividade é maior, sugere que as lontras estão a aproveitar a maior disponibilidade desta presa nos locais invadidos, confirmando a elevada plasticidade alimentar e comportamento oportunista da lontra-europeia. O lagostim sinal afetou negativamente as comunidades de macroinvertebrados, o que pode impactar espécies de peixes que destes se alimentam, reduzindo assim a disponibilidade de peixes para a lontra-europeia. No geral, este estudo indica que, embora o lagostim sinal afete negativamente as comunidades de macroinvertebrados, a sua abundância aumenta a disponibilidade de energia para a lontra-europeia, destacando as interações complexas entre espécies invasoras e predadores nativos. |
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