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Homens vítimas de violência doméstica e homicídio conjugal: perceções das polícias

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A violência doméstica e o homicídio conjugal são fenómenos preocupantes, como demonstram os números internacionais e nacionais. As forças de segurança são, muitas vezes, chamadas a intervir nesses cenários, tendo a sua intervenção vindo a alterar-se nos últimos anos. Essas realidades não se circunscrevem às mulheres, podendo os homens também ser vítimas desses crimes. Assim, torna-se importante reconhecer a existência de todas as vítimas, independentemente do sexo destas ou do/a agressor/a. O objetivo deste estudo foi compreender as perceções das forças de segurança portuguesas relativamente à violência doméstica e ao homicídio conjugal contra os homens, em relações heterossexuais. Foi difundido um inventário online junto dos profissionais da Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública com um conjunto de afirmações sobre estas temáticas. A maioria dos participantes revelou perceções ajustadas sobre a violência doméstica e o homicídio conjugal contra os homens, ainda que tenham revelado perceções ambíguas quando se considera o homem vítima e a mulher agressora. Os participantes mais novos, do sexo feminino e com níveis de escolaridade superiores apresentaram perceções mais ajustadas sobre violência doméstica e homicídio conjugal comparativamente aos restantes participantes. Os resultados são discutidos e são referidas implicações para a prática junto desta população.
Autores principais:Carvalho, Gisela Filipa Pereira de
Assunto:Violência doméstica Homicídio conjugal Homens vítimas Perceções Polícias Domestic violence Spousal homicide Male victims Perceptions Police officers
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A violência doméstica e o homicídio conjugal são fenómenos preocupantes, como demonstram os números internacionais e nacionais. As forças de segurança são, muitas vezes, chamadas a intervir nesses cenários, tendo a sua intervenção vindo a alterar-se nos últimos anos. Essas realidades não se circunscrevem às mulheres, podendo os homens também ser vítimas desses crimes. Assim, torna-se importante reconhecer a existência de todas as vítimas, independentemente do sexo destas ou do/a agressor/a. O objetivo deste estudo foi compreender as perceções das forças de segurança portuguesas relativamente à violência doméstica e ao homicídio conjugal contra os homens, em relações heterossexuais. Foi difundido um inventário online junto dos profissionais da Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública com um conjunto de afirmações sobre estas temáticas. A maioria dos participantes revelou perceções ajustadas sobre a violência doméstica e o homicídio conjugal contra os homens, ainda que tenham revelado perceções ambíguas quando se considera o homem vítima e a mulher agressora. Os participantes mais novos, do sexo feminino e com níveis de escolaridade superiores apresentaram perceções mais ajustadas sobre violência doméstica e homicídio conjugal comparativamente aos restantes participantes. Os resultados são discutidos e são referidas implicações para a prática junto desta população.