Publicação
Variações temporais e espaciais na resposta eletrofisiológica da retina durante a adaptação a dispositivos óticos multifocais
| Resumo: | O objetivo deste estudo foi determinar a resposta da atividade eletrofisiológica, de diferentes regiões da retina, mediante eletrofisiologia multifocal durante o período de adaptação a lentes de contacto multifocais de desenho centro-perto e desenho centro-longe, numa lógica de adaptação contra lateral. Foram recrutados 4 voluntários présbitas que nunca tinham utilizado lentes de contacto multifocais. Realizaram-se as medidas de eletrofisiologia multifocal com lentes de contacto monofocais (determinação do valor baseline) e multifocais. Registaram-se também os seguintes parâmetros visuais: acuidade visual de alto e baixo contraste, aberrometria e a perceção subjetiva do tamanho do halo luminoso. Após 15 dias de uso das lentes de contacto multifocais, repetiram-se as medidas de eletrofisiologia multifocal e restantes exames. Na análise das regiões da retina por zonas anelares, as respostas médias no mfERG, em olhos adaptados com as lentes de contacto monofocais e com lentes de contacto multifocais de desenho centro-longe, tendem a apresentar comportamentos semelhantes nos dois dias avaliados (dia 1 e dia 15). Relativamente aos olhos adaptados com lentes de contacto multifocais de desenho centro-perto, observou-se um pequeno atraso no tempo implícito com a lente de contacto multifocal no dia um, que tende a diminuir após os 15 dias de adaptação à multifocalidade. Relativamente à avaliação das diferentes regiões da retina por quadrantes, nos olhos adaptados com lentes de contacto multifocais centro-longe, registaram-se valores de P1 e N1 mais elevados nos quadrantes 1 e 4. O mesmo comportamento foi observado nos olhos adaptados com lentes de contacto multifocais centro-perto, tendo sido ainda observados menores amplitudes e tempos implícitos mais elevados com as lentes de contacto multifocais, nos quadrantes 2 e 3. As lentes de contacto multifocais de desenho centro-perto aparentam produzir um maior impacto na alteração da resposta eletrofisiológica da retina a curto-prazo. O atraso no tempo implícito obtido com lente de contacto multifocal centro-perto no primeiro dia, com a posterior recuperação após o décimo quinto dia de uso, sugere uma adaptação da retina a este dispositivo multifocal. |
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| Autores principais: | Domingues, Joana Filipa Ribeiro |
| Assunto: | Ciências Naturais::Ciências Físicas |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O objetivo deste estudo foi determinar a resposta da atividade eletrofisiológica, de diferentes regiões da retina, mediante eletrofisiologia multifocal durante o período de adaptação a lentes de contacto multifocais de desenho centro-perto e desenho centro-longe, numa lógica de adaptação contra lateral. Foram recrutados 4 voluntários présbitas que nunca tinham utilizado lentes de contacto multifocais. Realizaram-se as medidas de eletrofisiologia multifocal com lentes de contacto monofocais (determinação do valor baseline) e multifocais. Registaram-se também os seguintes parâmetros visuais: acuidade visual de alto e baixo contraste, aberrometria e a perceção subjetiva do tamanho do halo luminoso. Após 15 dias de uso das lentes de contacto multifocais, repetiram-se as medidas de eletrofisiologia multifocal e restantes exames. Na análise das regiões da retina por zonas anelares, as respostas médias no mfERG, em olhos adaptados com as lentes de contacto monofocais e com lentes de contacto multifocais de desenho centro-longe, tendem a apresentar comportamentos semelhantes nos dois dias avaliados (dia 1 e dia 15). Relativamente aos olhos adaptados com lentes de contacto multifocais de desenho centro-perto, observou-se um pequeno atraso no tempo implícito com a lente de contacto multifocal no dia um, que tende a diminuir após os 15 dias de adaptação à multifocalidade. Relativamente à avaliação das diferentes regiões da retina por quadrantes, nos olhos adaptados com lentes de contacto multifocais centro-longe, registaram-se valores de P1 e N1 mais elevados nos quadrantes 1 e 4. O mesmo comportamento foi observado nos olhos adaptados com lentes de contacto multifocais centro-perto, tendo sido ainda observados menores amplitudes e tempos implícitos mais elevados com as lentes de contacto multifocais, nos quadrantes 2 e 3. As lentes de contacto multifocais de desenho centro-perto aparentam produzir um maior impacto na alteração da resposta eletrofisiológica da retina a curto-prazo. O atraso no tempo implícito obtido com lente de contacto multifocal centro-perto no primeiro dia, com a posterior recuperação após o décimo quinto dia de uso, sugere uma adaptação da retina a este dispositivo multifocal. |
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