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Da pragmática da convergência à sedução da singularidade: discursos e práticas da lusofonia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Podemos tomar a língua, elemento essencial na definição das identidades sociais, como ponto focal para a construção de uma ideia de lusofonia. Coisa diferente, porém, é limitar o seu sentido a essa dimensão. A dificuldade, todavia, advém justamente dessa transcendência, dessa passagem da ideia ao conteúdo. Não se trata apenas de dificuldades de convergência de entidades políticas diferentes; trata-se também do confronto de discursos identitários fortemente estruturados e assentes na assunção de singularidades que são quase contemplação narcísica de si próprio. Este diagnóstico, que talvez se afigure excessivo e desajustado à realidade contemporânea, pode ser ilustrado se olharmos e confrontarmos Brasil e Portugal. Será este o rumo desta comunicação, na qual procuraremos refletir sobre a persistência de vincados signos identitários, que sobrevivem em sociedades em que a força da globalização os parece negar ou pelo menos diminuir. Neste sentido, a dialética entre tradição e modernidade, ocupará um importante lugar na nossa reflexão. Será ela que nos ajudará a perceber de que forma ideia e conteúdo, discurso e prática, se atropelam e confundem, dificultando o processo de afirmação e consolidação de um verdadeiro projeto lusófono.
Autores principais:Cunha, Luís
Assunto:Identidade nacional Lusofonia Lusotropicalismo
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Podemos tomar a língua, elemento essencial na definição das identidades sociais, como ponto focal para a construção de uma ideia de lusofonia. Coisa diferente, porém, é limitar o seu sentido a essa dimensão. A dificuldade, todavia, advém justamente dessa transcendência, dessa passagem da ideia ao conteúdo. Não se trata apenas de dificuldades de convergência de entidades políticas diferentes; trata-se também do confronto de discursos identitários fortemente estruturados e assentes na assunção de singularidades que são quase contemplação narcísica de si próprio. Este diagnóstico, que talvez se afigure excessivo e desajustado à realidade contemporânea, pode ser ilustrado se olharmos e confrontarmos Brasil e Portugal. Será este o rumo desta comunicação, na qual procuraremos refletir sobre a persistência de vincados signos identitários, que sobrevivem em sociedades em que a força da globalização os parece negar ou pelo menos diminuir. Neste sentido, a dialética entre tradição e modernidade, ocupará um importante lugar na nossa reflexão. Será ela que nos ajudará a perceber de que forma ideia e conteúdo, discurso e prática, se atropelam e confundem, dificultando o processo de afirmação e consolidação de um verdadeiro projeto lusófono.