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Políticas culturais: contribuições para o necessário debate

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Detalhes bibliográficos
Resumo:[Excerto] Se a política pode ser encarada como o campo das escolhas a partir de valores, bem como a luta e o exercício pelo e do poder; se o poder pode assumir múltiplas formas e se a cultura continua a ser um conceito vivo e dinâmico, considera-se fundamental, numa altura em que a crise generalizada tem facilmente servido como álibi para o desinvestimento – político e financeiro – neste setor fundamental para a capacitação e qualificação individual e coletiva, contribuir para uma discussão que, apesar de tudo, tem estado pouco presente na academia e na sociedade civil. O poder de transformação da cultura é inquestionável, mas aspetos como o esbater de fronteiras entre os setores cultural e criativo, ou ainda os fracos níveis de articulação consistente entre os diversos sectores e níveis de decisão política, ou mesmo a pouca exploração da língua portuguesa como fator identitário para a promoção de estratégias concertadas de internacionalização, podem estar a contribuir para o desperdício de oportunidades, como a promoção de formas de crescimento inteligente, inclusivo e sustentável.
Autores principais:Martins, Moisés de Lemos
Outros Autores:Baptista, Maria Manuel; Gama, Manuel
Assunto:Políticas culturais Cultura Culture Cultural policies
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:[Excerto] Se a política pode ser encarada como o campo das escolhas a partir de valores, bem como a luta e o exercício pelo e do poder; se o poder pode assumir múltiplas formas e se a cultura continua a ser um conceito vivo e dinâmico, considera-se fundamental, numa altura em que a crise generalizada tem facilmente servido como álibi para o desinvestimento – político e financeiro – neste setor fundamental para a capacitação e qualificação individual e coletiva, contribuir para uma discussão que, apesar de tudo, tem estado pouco presente na academia e na sociedade civil. O poder de transformação da cultura é inquestionável, mas aspetos como o esbater de fronteiras entre os setores cultural e criativo, ou ainda os fracos níveis de articulação consistente entre os diversos sectores e níveis de decisão política, ou mesmo a pouca exploração da língua portuguesa como fator identitário para a promoção de estratégias concertadas de internacionalização, podem estar a contribuir para o desperdício de oportunidades, como a promoção de formas de crescimento inteligente, inclusivo e sustentável.