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Malhas que a reclusão tece: questões de identidade numa prisão feminina

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A prisão constitui um quadro de vida específico e a população reclusa é exteriormente percebida como uma unidade distinta e reduzida a uma comum identidade desviante, negativa. O nivelamento pela condição reclusa vem ainda mascarar e suspender as marcas sociais prévias ao encarceramento. Este trabalho procura por isso averiguar como se articulam sociabilidades e identidades, como se recompõem as últimas e que suportes mobilizam num contexto de onde parecem ausentes os pontos de apoio habituais. Mais especificamente trata do modo como a identidade de género, a identidade sexual e a identidade «desviante» -- ou a sua recusa -- intervêm na organização das relações sociais da cadeia, e de como as lógicas internas reenviam, em última análise, a lógicas extra-prisionais. Neste sentido são também interrogadas as correntes noções de «cultura» e «sociedade prisional», e são identificados alguns dos processos locais que contribuem para a sua reificação.
Autores principais:Cunha, Manuela Ivone P. da
Assunto:Prisão Instituição total Cultura prisional Género Mulheres Pseudo-famílias Sociabilidade Portugal
Ano:1994
País:Portugal
Tipo de documento:livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A prisão constitui um quadro de vida específico e a população reclusa é exteriormente percebida como uma unidade distinta e reduzida a uma comum identidade desviante, negativa. O nivelamento pela condição reclusa vem ainda mascarar e suspender as marcas sociais prévias ao encarceramento. Este trabalho procura por isso averiguar como se articulam sociabilidades e identidades, como se recompõem as últimas e que suportes mobilizam num contexto de onde parecem ausentes os pontos de apoio habituais. Mais especificamente trata do modo como a identidade de género, a identidade sexual e a identidade «desviante» -- ou a sua recusa -- intervêm na organização das relações sociais da cadeia, e de como as lógicas internas reenviam, em última análise, a lógicas extra-prisionais. Neste sentido são também interrogadas as correntes noções de «cultura» e «sociedade prisional», e são identificados alguns dos processos locais que contribuem para a sua reificação.