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Canal de crédito da Política Monetária: crédito às empresas e às famílias

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Resumo:A dinâmica económica tem exigido maior financiamento aos agentes económicos empresas, famílias e Estado. Às empresas para o investimento e para aproveitamento do mercado interno europeu. Às famílias para o crédito ao consumo e habitação, e ao Estado, particularmente às economias da zona euro para financiamento dos desequilíbrios orçamentais dada a centralidade da política monetária pelo BCE. As famílias tornaram-se o agente económico mais endividado em diversas economias desenvolvidas, apesar de diferentes Estados registarem um rácio de dívida pública superior a 100% do PIB, como é o caso da Itália, Grécia e Bélgica. Neste estudo são apresentados três modelos, um para análise das empresas e dois para análise das famílias na economia portuguesa, num período de 21 anos, de 2003 a 2023, serem utilizados dados semestrais para um maior aprofundamento de análise. Em relação ao modelo das empresas foi possível concluir que os créditos às instituições não financeiras aumentam, mesmo quando a taxa de juro aumenta. Nas restantes variáveis do modelo há uma relação negativa entre a variável dependente (crédito às empresas) e a taxa de juro de dívida pública e a inflação. No modelo das famílias de realçar que a taxa de juro da dívida pública impacta positivamente os créditos às famílias, mas a taxa da poupança apresenta uma relação inversa com a variável dependente. Os três modelos são estatisticamente significativos. Conclui-se que a política monetária do BCE através do canal de crédito teve impacto nos dois agentes económicos, contudo apenas negativo nas famílias.
Autores principais:Costa, João Pedro Taveira
Assunto:Crédito Política monetária Empresas Famílias Credit Monetary policy Companies Families
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A dinâmica económica tem exigido maior financiamento aos agentes económicos empresas, famílias e Estado. Às empresas para o investimento e para aproveitamento do mercado interno europeu. Às famílias para o crédito ao consumo e habitação, e ao Estado, particularmente às economias da zona euro para financiamento dos desequilíbrios orçamentais dada a centralidade da política monetária pelo BCE. As famílias tornaram-se o agente económico mais endividado em diversas economias desenvolvidas, apesar de diferentes Estados registarem um rácio de dívida pública superior a 100% do PIB, como é o caso da Itália, Grécia e Bélgica. Neste estudo são apresentados três modelos, um para análise das empresas e dois para análise das famílias na economia portuguesa, num período de 21 anos, de 2003 a 2023, serem utilizados dados semestrais para um maior aprofundamento de análise. Em relação ao modelo das empresas foi possível concluir que os créditos às instituições não financeiras aumentam, mesmo quando a taxa de juro aumenta. Nas restantes variáveis do modelo há uma relação negativa entre a variável dependente (crédito às empresas) e a taxa de juro de dívida pública e a inflação. No modelo das famílias de realçar que a taxa de juro da dívida pública impacta positivamente os créditos às famílias, mas a taxa da poupança apresenta uma relação inversa com a variável dependente. Os três modelos são estatisticamente significativos. Conclui-se que a política monetária do BCE através do canal de crédito teve impacto nos dois agentes económicos, contudo apenas negativo nas famílias.