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Efeito feedback na atividade bioelétrica da retina
| Summary: | Existe alguma evidência que aponta para a existência de fibras retinopetálicas (ou eferentes) no nervo ótico e na retina em primatas e em seres humanos. Embora o seu número possa não ser grande, os seus ramos cobrem extensas áreas da retina, indicando a possibilidade de exercerem influências significativas na atividade e função retiniana. O objetivo do presente trabalho foi avaliar se o electroretinograma (ERG) é uma ferramenta sensível ou não para medir a atividade das fibras retinopetálicas na retina. Foi avaliado o ERG padrão (PERG), o ON-OFF ERG e a Resposta Negativa Fotópica (PhNR) em 15 indivíduos adultos jovens (25,6 ± 5,18 anos), com refração média de M= -1,28 ± 1,77D. Com estimulação ERG binocular foi medido a resposta monocular das várias técnicas ERG utilizadas em três condições: sem oclusão monocular (baseline), oclusão total do olho contralateral (opaco) e oclusão parcial do olho contralateral (translúcido). No caso do PERG, comparando a resposta monocular, observa-se um aumento do tempo implícito na componente N35 e P50 nas condições opaco e translúcido quando comparados com o valor da baseline (p≤0,023 todas as condições) e uma diminuição significativa no valor da amplitude, N35-P50 e P50-N95 (p<,001). Para o ON-OFF ERG, há uma diferença significativa na componente -b da onda, com um ligeiro aumento no tempo implícito na condição opaco em comparação com as outras duas condições (p<,001). Quando comparamos a condição opaco com as outras condições, há uma diminuição acentuada da amplitude de todas as ondas (p<,001). Para a PhNR, foi encontrada diferença significativa na onda -b e -PT, com uma ligeira diminuição da amplitude na condição opaco em relação às outras duas condições (p≤0,041). O electroretinograma é sensível para detetar a atividade das fibras eferentes nas diferentes estruturas celulares da retina. No olho ocluído contralateral, embora a onda não tenha exatamente as mesmas características, tem semelhanças nos momentos em que os componentes da onda aparecem no olho estimulado, o que pode sugerir uma resposta olho-cérebro-olho contralateral. Apesar das limitações, são necessárias mais investigações para confirmar a existência de algumas fibras no nervo ótico que conduzem informação top-down (do cérebro para o olho), que pode influenciar a atividade bioelétrica da retina. |
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| Main Authors: | Antunes, Carla Sofia Pereira |
| Subject: | Electroretinograma Fibras retinopetálicas Influências eferentes Retina Efferent influences Electroretinogram Retinopetal fibers |
| Year: | 2024 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade do Minho |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Summary: | Existe alguma evidência que aponta para a existência de fibras retinopetálicas (ou eferentes) no nervo ótico e na retina em primatas e em seres humanos. Embora o seu número possa não ser grande, os seus ramos cobrem extensas áreas da retina, indicando a possibilidade de exercerem influências significativas na atividade e função retiniana. O objetivo do presente trabalho foi avaliar se o electroretinograma (ERG) é uma ferramenta sensível ou não para medir a atividade das fibras retinopetálicas na retina. Foi avaliado o ERG padrão (PERG), o ON-OFF ERG e a Resposta Negativa Fotópica (PhNR) em 15 indivíduos adultos jovens (25,6 ± 5,18 anos), com refração média de M= -1,28 ± 1,77D. Com estimulação ERG binocular foi medido a resposta monocular das várias técnicas ERG utilizadas em três condições: sem oclusão monocular (baseline), oclusão total do olho contralateral (opaco) e oclusão parcial do olho contralateral (translúcido). No caso do PERG, comparando a resposta monocular, observa-se um aumento do tempo implícito na componente N35 e P50 nas condições opaco e translúcido quando comparados com o valor da baseline (p≤0,023 todas as condições) e uma diminuição significativa no valor da amplitude, N35-P50 e P50-N95 (p<,001). Para o ON-OFF ERG, há uma diferença significativa na componente -b da onda, com um ligeiro aumento no tempo implícito na condição opaco em comparação com as outras duas condições (p<,001). Quando comparamos a condição opaco com as outras condições, há uma diminuição acentuada da amplitude de todas as ondas (p<,001). Para a PhNR, foi encontrada diferença significativa na onda -b e -PT, com uma ligeira diminuição da amplitude na condição opaco em relação às outras duas condições (p≤0,041). O electroretinograma é sensível para detetar a atividade das fibras eferentes nas diferentes estruturas celulares da retina. No olho ocluído contralateral, embora a onda não tenha exatamente as mesmas características, tem semelhanças nos momentos em que os componentes da onda aparecem no olho estimulado, o que pode sugerir uma resposta olho-cérebro-olho contralateral. Apesar das limitações, são necessárias mais investigações para confirmar a existência de algumas fibras no nervo ótico que conduzem informação top-down (do cérebro para o olho), que pode influenciar a atividade bioelétrica da retina. |
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