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Igualdade de oportunidades: a justiça pela educação democrática: o problema da educação na justiça como equidade de Rawls

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Resumo:Esta dissertação - intitulada Igualdade de Oportunidades: a justiça pela Educação Democrática. O problema da educação na justiça como equidade de Rawls - tem como principal escopo responder a algumas questões fundamentais sobre a justiça social, particularmente questões suscitadas pelo princípio da igualdade de oportunidades e a conexão deste princípio com a educação. Uma dessas questões fundamentais é:“Que tipo de educação contribui para a igualdade de oportunidades e uma sociedade mais justa?” O principal alicerce teórico deste estudo é a conceção de justiça como equidade, de John Rawls, amparada pelas interpretações críticas de John Roemer, Thomas Pogge, Martha Nussbaum, Michael Walzer e Amy Gutmann, entre outros. Este trabalho divide-se em três partes. Na primeira parte são aclarados conceitos e questões que se afigurem adequadas para o desenvolvimento das conceções de justiça desta dissertação. Na segunda parte encontra-se desenvolvido o suporte teórico fundamental deste estudo: a conceção de justiça como equidade, de John Rawls e as interpretações críticas desta teoria, nomeadamente, a conceção niveladora do terreno de jogo, de John Roemer, as oportunidades como bem posicional, de Thomas Pogge, o modelo de desenvolvimento humano, de Martha Nussbaum, a igualdade (complexa) de oportunidades, de Michael Walzer e a teoria democrática da educação, de Amy Gutmann. Ainda na segunda parte apresenta-se uma interpretação crítica abrangente, intitulada justiça como equidade (educativa) democrática que mais não pretende ser do que a agregação racional de algumas das mais importantes ideias patentes nesta dissertação, com o intento de contribuir para uma melhor clarificação do princípio da igualdade (democrática) de oportunidades e para a corroboração da educação como um bem social básico fundamental na consubstanciação da justiça social. A justiça como equidade (educativa) democrática apoia-se nos princípios da educação democrática decorrentes da justiça como equidade de Rawls - o Princípio da Liberdade Moral e Política e Princípio da Equidade. Estes determinam que a igualdade equitativa de oportunidades exige o acesso de todos a uma educação aproximadamente equivalente e similar – a Educação Democrática. Na terceira parte (apêndice final) analisam-se implicações práticas da justiça como equidade (educativa) democrática.
Autores principais:Freitas, António Sérgio Cortinhas de
Assunto:Humanidades::Filosofia, Ética e Religião
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação - intitulada Igualdade de Oportunidades: a justiça pela Educação Democrática. O problema da educação na justiça como equidade de Rawls - tem como principal escopo responder a algumas questões fundamentais sobre a justiça social, particularmente questões suscitadas pelo princípio da igualdade de oportunidades e a conexão deste princípio com a educação. Uma dessas questões fundamentais é:“Que tipo de educação contribui para a igualdade de oportunidades e uma sociedade mais justa?” O principal alicerce teórico deste estudo é a conceção de justiça como equidade, de John Rawls, amparada pelas interpretações críticas de John Roemer, Thomas Pogge, Martha Nussbaum, Michael Walzer e Amy Gutmann, entre outros. Este trabalho divide-se em três partes. Na primeira parte são aclarados conceitos e questões que se afigurem adequadas para o desenvolvimento das conceções de justiça desta dissertação. Na segunda parte encontra-se desenvolvido o suporte teórico fundamental deste estudo: a conceção de justiça como equidade, de John Rawls e as interpretações críticas desta teoria, nomeadamente, a conceção niveladora do terreno de jogo, de John Roemer, as oportunidades como bem posicional, de Thomas Pogge, o modelo de desenvolvimento humano, de Martha Nussbaum, a igualdade (complexa) de oportunidades, de Michael Walzer e a teoria democrática da educação, de Amy Gutmann. Ainda na segunda parte apresenta-se uma interpretação crítica abrangente, intitulada justiça como equidade (educativa) democrática que mais não pretende ser do que a agregação racional de algumas das mais importantes ideias patentes nesta dissertação, com o intento de contribuir para uma melhor clarificação do princípio da igualdade (democrática) de oportunidades e para a corroboração da educação como um bem social básico fundamental na consubstanciação da justiça social. A justiça como equidade (educativa) democrática apoia-se nos princípios da educação democrática decorrentes da justiça como equidade de Rawls - o Princípio da Liberdade Moral e Política e Princípio da Equidade. Estes determinam que a igualdade equitativa de oportunidades exige o acesso de todos a uma educação aproximadamente equivalente e similar – a Educação Democrática. Na terceira parte (apêndice final) analisam-se implicações práticas da justiça como equidade (educativa) democrática.