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O Rei de Espanha foi caçar elefantes: a construção discursiva do evento nos media portugueses

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em 13 de abril de 2012, o rei da Espanha, D. Juan Carlos, sofreu um acidente durante uma caçada aos elefantes, no Botswana, o que o obrigou a um regresso e a uma intervenção cirúrgica urgente. Este facto foi transformado em evento mediático pela imprensa portuguesa, que o manteve na esfera pública durante vários dias, conferindo-lhe um determinado contorno, parcialmente determinado por um interdiscurso ambiental que condena veementemente a morte de animais em vias de extinção e promove a sua preservação. Através do discurso público, os media têm o poder de moldar a percepção dos factos e configuram a realidade, e o ambientalismo, ou o discurso sobre o meio ambiente, é um dos discursos dominantes na esfera pública; por isso, é academicamente pertinente e socialmente útil desenvolver uma análise atenta ao tratamento mediático desses factos, isto é, qual desenho dos factos foi oferecido à opinião pública portuguesa. Para tal, este estudo recorre aos princípios teóricos e metodológicos da análise do discurso, identificando a construção de frames, o repertório interpretativo e os aspetos enunciativos mais salientes identificáveis em artigos de imprensa publicados em quatro jornais diários e dois semanários nas edições de 15 a 22 de abril de 2012.
Autores principais:Ramos, Rui
Assunto:Ambientalismo Media D. Juan Carlos Environmentalism
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Em 13 de abril de 2012, o rei da Espanha, D. Juan Carlos, sofreu um acidente durante uma caçada aos elefantes, no Botswana, o que o obrigou a um regresso e a uma intervenção cirúrgica urgente. Este facto foi transformado em evento mediático pela imprensa portuguesa, que o manteve na esfera pública durante vários dias, conferindo-lhe um determinado contorno, parcialmente determinado por um interdiscurso ambiental que condena veementemente a morte de animais em vias de extinção e promove a sua preservação. Através do discurso público, os media têm o poder de moldar a percepção dos factos e configuram a realidade, e o ambientalismo, ou o discurso sobre o meio ambiente, é um dos discursos dominantes na esfera pública; por isso, é academicamente pertinente e socialmente útil desenvolver uma análise atenta ao tratamento mediático desses factos, isto é, qual desenho dos factos foi oferecido à opinião pública portuguesa. Para tal, este estudo recorre aos princípios teóricos e metodológicos da análise do discurso, identificando a construção de frames, o repertório interpretativo e os aspetos enunciativos mais salientes identificáveis em artigos de imprensa publicados em quatro jornais diários e dois semanários nas edições de 15 a 22 de abril de 2012.