Publicação

A génese instrumental e a calculadora gráfica na aprendizagem de funções por alunos do 11.º ano de escolaridade

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Serve o presente estudo para averiguar de que forma a génese instrumental e a calculadora gráfica influenciam a aprendizagem de funções em estudantes do 11.º ano de escolaridade. De forma a concretizar este objetivo, foram adotadas as questões de investigação: (1) Como é que os alunos integram a calculadora gráfica nas atividades que realizam no estudo de funções?; (2) Que esquemas desenvolvem os alunos na utilização da calculadora gráfica nas suas atividades no estudo de funções?; (3) Que dificuldades revelam os alunos na aprendizagem de funções e na exploração da calculadora gráfica?; e (4) Quais as perceções dos alunos acerca da calculadora gráfica na aprendizagem de funções? Procurando responder a estas questões, foram recolhidas gravações de áudio e vídeo assim como produções escritas dos alunos às tarefas que foram propostas. Além disto, foram aplicados dois questionários à turma, um antes e outro após a intervenção pedagógica. A intervenção foi desenvolvida numa escola do concelho de Braga, numa turma do 11.º ano de escolaridade do curso de Ciências e Tecnologias. As aulas foram baseadas nas principais características de um ensino exploratório, onde os estudantes fazem a exploração de tarefas e aprendizagem é sistematizada com discussões coletivas. Os resultados obtidos mostram que os alunos desenvolveram relações com a sua calculadora gráfica, integrando este instrumento na sua atividade. Esta integração deu-se de forma gradual, com o conhecimento sucessivo das potencialidades e limitações da calculadora gráfica. Os alunos fizeram, cada vez mais, um uso inteligente e equilibrado das características da calculadora gráfica, tornando-se críticos em relação ao que era obtido. Isto deveu-se também ao facto de haver desenvolvimento dos esquemas de utilização já possuídos pelos alunos, bem como um aparecimento de novos esquemas de uso e de ação instrumentada, o que contribuiu para o desenvolvimento da génese instrumental em cada aluno. As principais dificuldades no tema de funções recaíram na manipulação equações racionais, na compreensão de conceitos relacionados com função, na gestão e relação das diferentes representações e nas transformações gráficas. Em relação à calculadora gráfica, houve dificuldades apresentadas na sua manipulação, principalmente em menus recém-descobertos, e, por vezes, na sua adaptação às diferentes tarefas. Na aprendizagem de funções, a turma revelou que a calculadora gráfica que lhes ajudou no desenvolvimento do raciocínio e pensamento matemático, no estabelecimento de relações entre definições e propriedades de funções, permitindo uma abordagem mais completa dos conceitos.
Autores principais:Pereira, Flávia Catarina Mesquita
Assunto:Génese instrumental Calculadora gráfica Alunos do 11.º ano Funções Aprendizagem Instrumental genesis Graphic calculator 11th grade students Functions Learning
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Serve o presente estudo para averiguar de que forma a génese instrumental e a calculadora gráfica influenciam a aprendizagem de funções em estudantes do 11.º ano de escolaridade. De forma a concretizar este objetivo, foram adotadas as questões de investigação: (1) Como é que os alunos integram a calculadora gráfica nas atividades que realizam no estudo de funções?; (2) Que esquemas desenvolvem os alunos na utilização da calculadora gráfica nas suas atividades no estudo de funções?; (3) Que dificuldades revelam os alunos na aprendizagem de funções e na exploração da calculadora gráfica?; e (4) Quais as perceções dos alunos acerca da calculadora gráfica na aprendizagem de funções? Procurando responder a estas questões, foram recolhidas gravações de áudio e vídeo assim como produções escritas dos alunos às tarefas que foram propostas. Além disto, foram aplicados dois questionários à turma, um antes e outro após a intervenção pedagógica. A intervenção foi desenvolvida numa escola do concelho de Braga, numa turma do 11.º ano de escolaridade do curso de Ciências e Tecnologias. As aulas foram baseadas nas principais características de um ensino exploratório, onde os estudantes fazem a exploração de tarefas e aprendizagem é sistematizada com discussões coletivas. Os resultados obtidos mostram que os alunos desenvolveram relações com a sua calculadora gráfica, integrando este instrumento na sua atividade. Esta integração deu-se de forma gradual, com o conhecimento sucessivo das potencialidades e limitações da calculadora gráfica. Os alunos fizeram, cada vez mais, um uso inteligente e equilibrado das características da calculadora gráfica, tornando-se críticos em relação ao que era obtido. Isto deveu-se também ao facto de haver desenvolvimento dos esquemas de utilização já possuídos pelos alunos, bem como um aparecimento de novos esquemas de uso e de ação instrumentada, o que contribuiu para o desenvolvimento da génese instrumental em cada aluno. As principais dificuldades no tema de funções recaíram na manipulação equações racionais, na compreensão de conceitos relacionados com função, na gestão e relação das diferentes representações e nas transformações gráficas. Em relação à calculadora gráfica, houve dificuldades apresentadas na sua manipulação, principalmente em menus recém-descobertos, e, por vezes, na sua adaptação às diferentes tarefas. Na aprendizagem de funções, a turma revelou que a calculadora gráfica que lhes ajudou no desenvolvimento do raciocínio e pensamento matemático, no estabelecimento de relações entre definições e propriedades de funções, permitindo uma abordagem mais completa dos conceitos.