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Desenvolvimento de magnetolipossomas baseados em ferrites com coroa de ouro para terapêutica do cancro

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Resumo:Atualmente, a nanotecnologia tem, cada vez mais, permitido o desenvolvimento de novas técnicas e estratégias para aplicação na terapia do cancro, por exemplo, através do uso de hipertermia. Para além disso, as nanopartículas magnéticas (MNPs) mostram-se cada vez mais importantes neste sentido, devido às suas características únicas, tais como a capacidade de direcionamento para um local terapêutico alvo com recurso a gradientes de campo magnético externo. Por outro lado, o ouro tem sido utilizado em diversos estudos e em diferentes aplicações, desde o revestimento de partículas para prevenir a aglomeração, até aos testes do seu potencial no aquecimento local em terapia contra o cancro. Para além disso, outros estudos mostram que partículas revestidas com ouro conseguiram eliminar células cancerígenas. Neste trabalho, foram preparados três tipos de nanopartículas diferentes: nanopartículas núcleo-coroa com núcleo de ferrite de manganês e coroa de ouro; nanopartículas plasmónicas de ouro decoradas com nanopartículas magnéticas de ferrite de manganês; e ainda nanopartículas magnéticas de ferrite de manganês decoradas com nanopartículas de ouro. Foram avaliadas as propriedades estruturais, espetroscópicas e magnéticas destas nanopartículas. As partículas preparadas foram incorporadas em lipossomas, de modo a obter-se magnetolipossomas. Foram preparados magnetolipossomas quer aquosos (AMLs), quer sólidos (SMLs), contendo as nanopartículas sintetizadas. Nos magnetolipossomas aquosos, contendo os vários tipos de nanopartículas, foi incorporado um novo potencial fármaco antitumoral, derivado de tienopiridina. Verificou-se que o fármaco é transportado na bicamada lipídica destes nanossistemas e que estes interagem com modelos de membranas celulares (vesículas unilamelares gigantes, GUVs) por fusão. A formação da dupla camada lipídica nos magnetolipossomas sólidos foi provada por ensaios de FRET (transferência de energia de ressonância de Förster), entre lípidos marcados com o doador NBD e o aceitante rodamina. Com a finalidade do desenvolvimento posterior de aplicações em terapêutica do cancro, a capacidade de aquecimento local destes nanossistemas foi testada com recurso a excitação com uma lâmpada de arco de Xénon, tendo-se avaliado a inibição de fluorescência da rodamina incorporada na camada lipídica dos SMLs. Verificaram-se resultados promissores para os SMLs contendo nanopartículas núcleo/coroa de MnFe2O4/Au e os que contêm nanopartículas de MnFe2O4 decoradas com partículas plasmónicas de ouro.
Autores principais:Matos, Joana Isabel Oliveira Gomes de
Assunto:Ciências Naturais::Outras Ciências Naturais
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Atualmente, a nanotecnologia tem, cada vez mais, permitido o desenvolvimento de novas técnicas e estratégias para aplicação na terapia do cancro, por exemplo, através do uso de hipertermia. Para além disso, as nanopartículas magnéticas (MNPs) mostram-se cada vez mais importantes neste sentido, devido às suas características únicas, tais como a capacidade de direcionamento para um local terapêutico alvo com recurso a gradientes de campo magnético externo. Por outro lado, o ouro tem sido utilizado em diversos estudos e em diferentes aplicações, desde o revestimento de partículas para prevenir a aglomeração, até aos testes do seu potencial no aquecimento local em terapia contra o cancro. Para além disso, outros estudos mostram que partículas revestidas com ouro conseguiram eliminar células cancerígenas. Neste trabalho, foram preparados três tipos de nanopartículas diferentes: nanopartículas núcleo-coroa com núcleo de ferrite de manganês e coroa de ouro; nanopartículas plasmónicas de ouro decoradas com nanopartículas magnéticas de ferrite de manganês; e ainda nanopartículas magnéticas de ferrite de manganês decoradas com nanopartículas de ouro. Foram avaliadas as propriedades estruturais, espetroscópicas e magnéticas destas nanopartículas. As partículas preparadas foram incorporadas em lipossomas, de modo a obter-se magnetolipossomas. Foram preparados magnetolipossomas quer aquosos (AMLs), quer sólidos (SMLs), contendo as nanopartículas sintetizadas. Nos magnetolipossomas aquosos, contendo os vários tipos de nanopartículas, foi incorporado um novo potencial fármaco antitumoral, derivado de tienopiridina. Verificou-se que o fármaco é transportado na bicamada lipídica destes nanossistemas e que estes interagem com modelos de membranas celulares (vesículas unilamelares gigantes, GUVs) por fusão. A formação da dupla camada lipídica nos magnetolipossomas sólidos foi provada por ensaios de FRET (transferência de energia de ressonância de Förster), entre lípidos marcados com o doador NBD e o aceitante rodamina. Com a finalidade do desenvolvimento posterior de aplicações em terapêutica do cancro, a capacidade de aquecimento local destes nanossistemas foi testada com recurso a excitação com uma lâmpada de arco de Xénon, tendo-se avaliado a inibição de fluorescência da rodamina incorporada na camada lipídica dos SMLs. Verificaram-se resultados promissores para os SMLs contendo nanopartículas núcleo/coroa de MnFe2O4/Au e os que contêm nanopartículas de MnFe2O4 decoradas com partículas plasmónicas de ouro.