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Antioxidant and cytotoxic activity of portuguese propolis

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Resumo:O própolis é uma mistura resinosa e balsâmica natural produzida por abelhas rica em flavonóides e compostos fenólicos, que são geralmente associados às atividades antioxidante, citotóxica e antimicrobiana. Mesmo sendo o própolis um produto reconhecido e bem estudado mundialmente, ainda há poucos estudos sobre o própolis português, sendo este um produto subvalorizado. O presente trabalho é uma extensão de trabalhos realizados anteriormente sobre o própolis português do apiário do Pereiro, Beira Alta. Nesses trabalhos foi observada uma diferença nos efeitos de extratos etanólicos de amostras colhidas em 2010 (P10.EE) e em 2013 (P13.EE) no modelo biológico Saccharomyces cerevisiae, sendo que P13.EE apresentava um efeito pouco citotóxico e um efeito antioxidante, enquanto P10.EE se apresentou bastante citotóxico e pouco antioxidante. Estas diferenças entre amostras do mesmo apiário levaram à questão de quais seriam os seus mecanismos de ação e o que os causaria. Os resultados anteriores sugeriram que o P10.EE induz um tipo de morte celular regulada, que poderia ser apoptótica ou necrótica, e, também, que este extrato causa danos no DNA. No presente estudo, no caso do P13.EE, os resultados de viabilidade e de análise da oxidação intracelular por citometria de fluxo com a estirpe parental BY4741 e mutantes deficientes na resposta ao stresse oxidativo demonstraram um efeito anti e pró oxidante dependente da concentração, possivelmente devido à presença de ester fenetil do ácido cafeico, pinobanksina e pinocembrina no extrato, apresentando atividade antioxidante em concentrações menores, que, por sua vez parece estar envolvida com a eliminação direta de radicais livres e a ativação das defesas antioxidantes celulares. Já no estudo de P10.EE, os resultados de ensaios distintos de microscopia de fluorescência com os marcadores 4’,6-diamino-2-fenil-indol e iodeto de propídio sugeriram que o extrato não causa morte celular por apoptose, mas sim por uma via necrótica. A análise do ciclo celular por citometria de fluxo indicou que o extrato causa uma paragem reversível nas fases G1/S do ciclo celular. Em suma, P13.EE e P10.EE exibem atividades antioxidante e citotóxica, respetivamente; porém, tais diferenças não estarão relacionadas com o seu teor fenólico, uma vez que os cromatogramas das análises cromatográficas de ultra eficiência de P10.EE e P13.EE não revelaram diferenças entre os dois extratos. Este estudo contribuiu para um maior conhecimento dos seus mecanismos de ação, para o crescimento do valor nacional deste produto português, e para a sua possível aplicação em diversas indústrias.
Autores principais:Pereira, Mariana Dias
Assunto:Antioxidante Citotoxicidade Mecanismo de ação Própolis Saccharomyces cerevisiae Antioxidant Cytotoxic Mechanism of action
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:inglês
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O própolis é uma mistura resinosa e balsâmica natural produzida por abelhas rica em flavonóides e compostos fenólicos, que são geralmente associados às atividades antioxidante, citotóxica e antimicrobiana. Mesmo sendo o própolis um produto reconhecido e bem estudado mundialmente, ainda há poucos estudos sobre o própolis português, sendo este um produto subvalorizado. O presente trabalho é uma extensão de trabalhos realizados anteriormente sobre o própolis português do apiário do Pereiro, Beira Alta. Nesses trabalhos foi observada uma diferença nos efeitos de extratos etanólicos de amostras colhidas em 2010 (P10.EE) e em 2013 (P13.EE) no modelo biológico Saccharomyces cerevisiae, sendo que P13.EE apresentava um efeito pouco citotóxico e um efeito antioxidante, enquanto P10.EE se apresentou bastante citotóxico e pouco antioxidante. Estas diferenças entre amostras do mesmo apiário levaram à questão de quais seriam os seus mecanismos de ação e o que os causaria. Os resultados anteriores sugeriram que o P10.EE induz um tipo de morte celular regulada, que poderia ser apoptótica ou necrótica, e, também, que este extrato causa danos no DNA. No presente estudo, no caso do P13.EE, os resultados de viabilidade e de análise da oxidação intracelular por citometria de fluxo com a estirpe parental BY4741 e mutantes deficientes na resposta ao stresse oxidativo demonstraram um efeito anti e pró oxidante dependente da concentração, possivelmente devido à presença de ester fenetil do ácido cafeico, pinobanksina e pinocembrina no extrato, apresentando atividade antioxidante em concentrações menores, que, por sua vez parece estar envolvida com a eliminação direta de radicais livres e a ativação das defesas antioxidantes celulares. Já no estudo de P10.EE, os resultados de ensaios distintos de microscopia de fluorescência com os marcadores 4’,6-diamino-2-fenil-indol e iodeto de propídio sugeriram que o extrato não causa morte celular por apoptose, mas sim por uma via necrótica. A análise do ciclo celular por citometria de fluxo indicou que o extrato causa uma paragem reversível nas fases G1/S do ciclo celular. Em suma, P13.EE e P10.EE exibem atividades antioxidante e citotóxica, respetivamente; porém, tais diferenças não estarão relacionadas com o seu teor fenólico, uma vez que os cromatogramas das análises cromatográficas de ultra eficiência de P10.EE e P13.EE não revelaram diferenças entre os dois extratos. Este estudo contribuiu para um maior conhecimento dos seus mecanismos de ação, para o crescimento do valor nacional deste produto português, e para a sua possível aplicação em diversas indústrias.