Publicação
Perceções de atores políticos, inspetivos e avaliativos (inspetores e peritos externos) sobre a avaliação externa das escolas como política, procedimento e experiência
| Resumo: | Neste capítulo são apresentadas as perceções, obtidas através de entrevistas individuais, a dois representantes do Ministério da Educação, quatro representantes da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, nove inspetores e três peritos externos, sobre a Avaliação Externa das Escolas (AEE), nomeadamente como política, processo e experiência, e ainda como mecanismo de mudança nas escolas e na inspeção. Na AEE como política verifica-se que o efeito da legitimação discursiva, na AEE, é reconhecido por vários atores, mas é nos políticos e nos inspetivos que mais se observa, já que a sua ação está integrada em agendas políticas, o que não se verifica, totalmente, para os atores avaliadores-inspetores e para os avaliadores-peritos externos. Como processo, ainda que de forma não consensual entre os quatro grupos de inquiridos, a AEE distancia-se das atividades de controlo e auditoria. Na abordagem da AEE como experiência, é comummente partilhada a ideia de que constitui um instrumento de melhoria da escola, ainda que os avaliadores-inspetores valorizem os resultados e os avaliadores-peritos externos focalizem o valor formativo das práticas de avaliação. No que se refere aos mecanismos de mudança, a convicção dos atores políticos de que a avaliação externa produz mudança nas escolas é partilhada pelos atores inspetivos, considerando que tem mais impacto no desenvolvimento organizacional do que no desenvolvimento curricular e pedagógico. Todos os entrevistados reconhecem mudanças na Inspeção, salientam que a AEE tem contribuído para uma nova imagem da Inspeção, um novo relacionamento com as escolas, uma nova cultura em que a partilha e ajuda se evidencia face ao controlo. |
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| Autores principais: | Pacheco, José Augusto |
| Outros Autores: | Fialho, Isabel; Barreira, Carlos; Seabra, Filipa |
| Assunto: | Avaliação externa de escolas Qualidade Accountability |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Neste capítulo são apresentadas as perceções, obtidas através de entrevistas individuais, a dois representantes do Ministério da Educação, quatro representantes da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, nove inspetores e três peritos externos, sobre a Avaliação Externa das Escolas (AEE), nomeadamente como política, processo e experiência, e ainda como mecanismo de mudança nas escolas e na inspeção. Na AEE como política verifica-se que o efeito da legitimação discursiva, na AEE, é reconhecido por vários atores, mas é nos políticos e nos inspetivos que mais se observa, já que a sua ação está integrada em agendas políticas, o que não se verifica, totalmente, para os atores avaliadores-inspetores e para os avaliadores-peritos externos. Como processo, ainda que de forma não consensual entre os quatro grupos de inquiridos, a AEE distancia-se das atividades de controlo e auditoria. Na abordagem da AEE como experiência, é comummente partilhada a ideia de que constitui um instrumento de melhoria da escola, ainda que os avaliadores-inspetores valorizem os resultados e os avaliadores-peritos externos focalizem o valor formativo das práticas de avaliação. No que se refere aos mecanismos de mudança, a convicção dos atores políticos de que a avaliação externa produz mudança nas escolas é partilhada pelos atores inspetivos, considerando que tem mais impacto no desenvolvimento organizacional do que no desenvolvimento curricular e pedagógico. Todos os entrevistados reconhecem mudanças na Inspeção, salientam que a AEE tem contribuído para uma nova imagem da Inspeção, um novo relacionamento com as escolas, uma nova cultura em que a partilha e ajuda se evidencia face ao controlo. |
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