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Impacto da alteração de um sistema de turnos semicontínuo para laboração contínua

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo decorreu numa indústria siderúrgica e procurou compreender: o porquê da resistência dos colaboradores face à alteração de um sistema de laboração semicontínua para contínua e as (des) vantagens associadas a esta mudança; as consequências dessa alteração na vida dos colaboradores e, ainda, propor alterações no sistema em vigor. Realizaram-se três focus group a colaboradores da laboração contínua, três entrevistas às respetivas chefias e aplicou-se um questionário a 98 colaboradores (laboração semicontínua e contínua). Os resultados dos focus group e das entrevistas indicam a perda de folgas ao fim-de-semana como a principal desvantagem da mudança levando a uma insatisfação com o horário de trabalho. As consequências da mudança foram ao nível da vida familiar, social e do sono. Os resultados dos questionários da laboração contínua apontam que maior satisfação com o horário de trabalho está correlacionada com uma maior perceção de conciliação entre horário de trabalho e vida fora da empresa tendo sido este o único preditor dessa satisfação. Não foram encontradas diferenças significativas em relação a alterações do sono quando comparamos os dois grupos em estudo.
Autores principais:Bastos, Renata Andreia da Silva de Castro
Assunto:Trabalho por turnos Horários de trabalho Conciliação trabalho / não trabalho Saúde ocupacional Shift work Working schedules Conciliation work / non-work Occupactional health
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este estudo decorreu numa indústria siderúrgica e procurou compreender: o porquê da resistência dos colaboradores face à alteração de um sistema de laboração semicontínua para contínua e as (des) vantagens associadas a esta mudança; as consequências dessa alteração na vida dos colaboradores e, ainda, propor alterações no sistema em vigor. Realizaram-se três focus group a colaboradores da laboração contínua, três entrevistas às respetivas chefias e aplicou-se um questionário a 98 colaboradores (laboração semicontínua e contínua). Os resultados dos focus group e das entrevistas indicam a perda de folgas ao fim-de-semana como a principal desvantagem da mudança levando a uma insatisfação com o horário de trabalho. As consequências da mudança foram ao nível da vida familiar, social e do sono. Os resultados dos questionários da laboração contínua apontam que maior satisfação com o horário de trabalho está correlacionada com uma maior perceção de conciliação entre horário de trabalho e vida fora da empresa tendo sido este o único preditor dessa satisfação. Não foram encontradas diferenças significativas em relação a alterações do sono quando comparamos os dois grupos em estudo.