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Distâncias menores... maiores comportamentos ativos? associação do fator distância com os modos de deslocamento de crianças à escola

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O deslocamento ativo para a escola se caracteriza como uma estratégia para potencializar os níveis de atividade física de crianças em seu quotidiano escolar (Timpério et al, 2006).Entretanto, estudos têm demonstrado que diversos fatores (intrapessoais, ambientais, políticos, etc.) podem influenciar na decisão e opção ao modo de deslocamento de crianças à escola (Bungum et al., 2009; Pereira et al., 2014). Este estudo objetivou sintetizar, por meio de revisão sistemática, as evidências disponíveis sobre a associação do fator distância no deslocamento ativo de crianças do ensino básico (2º/3º ciclo) no trajeto casa-escola. A busca pelos estudos foi realizada em seis bases de dados (PubMed, EBSCO, LILACS, Web of Science, BVS e B-On) com a combinação dos descritores active commuting, children, school, environmental factors, seus similares padronizados pelo Medical Subject Headings (MeSH) e respetivos correspondentes em língua portuguesa padronizados pelo Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). Quarenta e um artigos foram selecionados para a revisão sistemática. Os estudos apresentaram uma tendência de crescimento a partir de 2011 na quantidade de publicações em revistas indexadas.Estados Unidos, Austrália e Canadá concentraram a maioria dos estudos publicados. Verificou-se publicações em periódicos de diversas áreas com maior concentração na área da saúde. Evidenciou-se forte associação dos modos ativos de deslocamento em relação ao fator distância casa-escola. Entretanto, devido às diversas variáveis intervenientes, há pouco consenso em relação à uma distância padrão.No geral, as melhores probabilidades de deslocamento ativo se deram em crianças que residem até aproximadamente 3,2km (2milhas), com algumas variações e diminuindo consideravelmente a partir desta distância.Salienta-se a importância de políticas e ações no planeamento da oferta e localização de escolas do ensino básico em áreas residenciais, pois, distâncias menores estimulam e favorecem o acesso aos modos de deslocamento ativos, promovendo assim, comportamentos ativos no quotidiano das crianças.
Autores principais:Souza, Sérgio
Outros Autores:Pereira, Beatriz Oliveira; Carvalho, Wellington; Rosário, Rafaela; Matos, Ana Paula Rodrigues; Silva, Ana
Assunto:Transporte ativo Fatores ambientais Crianças Distância casa-escola Active transport Environmental factors Children Distance home-school
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O deslocamento ativo para a escola se caracteriza como uma estratégia para potencializar os níveis de atividade física de crianças em seu quotidiano escolar (Timpério et al, 2006).Entretanto, estudos têm demonstrado que diversos fatores (intrapessoais, ambientais, políticos, etc.) podem influenciar na decisão e opção ao modo de deslocamento de crianças à escola (Bungum et al., 2009; Pereira et al., 2014). Este estudo objetivou sintetizar, por meio de revisão sistemática, as evidências disponíveis sobre a associação do fator distância no deslocamento ativo de crianças do ensino básico (2º/3º ciclo) no trajeto casa-escola. A busca pelos estudos foi realizada em seis bases de dados (PubMed, EBSCO, LILACS, Web of Science, BVS e B-On) com a combinação dos descritores active commuting, children, school, environmental factors, seus similares padronizados pelo Medical Subject Headings (MeSH) e respetivos correspondentes em língua portuguesa padronizados pelo Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). Quarenta e um artigos foram selecionados para a revisão sistemática. Os estudos apresentaram uma tendência de crescimento a partir de 2011 na quantidade de publicações em revistas indexadas.Estados Unidos, Austrália e Canadá concentraram a maioria dos estudos publicados. Verificou-se publicações em periódicos de diversas áreas com maior concentração na área da saúde. Evidenciou-se forte associação dos modos ativos de deslocamento em relação ao fator distância casa-escola. Entretanto, devido às diversas variáveis intervenientes, há pouco consenso em relação à uma distância padrão.No geral, as melhores probabilidades de deslocamento ativo se deram em crianças que residem até aproximadamente 3,2km (2milhas), com algumas variações e diminuindo consideravelmente a partir desta distância.Salienta-se a importância de políticas e ações no planeamento da oferta e localização de escolas do ensino básico em áreas residenciais, pois, distâncias menores estimulam e favorecem o acesso aos modos de deslocamento ativos, promovendo assim, comportamentos ativos no quotidiano das crianças.