Publicação
Desenvolvimento e validação de um método de deteção e quantificação de THC-COOH, em urina, por cromatografia gasosa acoplada a espetrometria de massa
| Resumo: | As motivações que levam um praticante desportivo a recorrer à utilização de substâncias e métodos proibidos são complexas, existindo uma necessidade de controlo e deteção de dopagem capazes de acompanhar os avanços científicos. O constante aparecimento de novos compostos e metodologias de dopagem resulta numa atualização anual da Lista de Substâncias e Métodos Proibidos. Se, por um lado, os avanços científicos possibilitam uma maior facilidade na deteção destas irregularidades, por outro lado, surge um aumento do número de estratégias para evitar e manipular esses mesmos resultados. Neste sentido, surge um conjunto de organizações, nacionais e internacionais, entre as quais se destaca a Agência Mundial de Antidopagem (WADA), cujo objetivo consiste em erradicar as práticas de dopagem no desporto. O controlo de dopagem pode acontecer quer em eventos competitivos, quer fora de competição. No caso específico do Δ9-tetrahidrocanabinol (THC) este controlo é realizado dentro de competição. Apesar do consumo deste composto não estar associado a uma melhoria do rendimento desportivo, a sua utilização prejudica a saúde do atleta e viola o espírito desportivo, pelo que cumpre dois dos três critérios definidos pelo Código Mundial Antidoping e, como tal, está inserido numa classe de substâncias proibidas dentro de competição, os canabinóides – S8. Os laboratórios de análises de dopagem efetuam a deteção de substâncias e métodos proibidos identificados na Lista de Substâncias e Métodos Proibidos, a partir de matrizes biológicas, nomeadamente amostras de urina provenientes de praticantes desportivos. O principal metabólito do THC é o 11-nor-9-carboxi-Δ9-tetrahidrocanabinol (THC-COOH) que, quando detetado na urina, constitui uma evidência do uso recente de Cannabis. Neste trabalho foi desenvolvido e validado um método de deteção e quantificação de THC COOH, em urina, recorrendo à técnica de cromatografia gasosa acoplada a espetrometria de massa/massa (GC-MS/MS). Para o desenvolvimento do método foram otimizadas as condições cromatográficas e o método de extração. A validação do método analítico consistiu na avaliação de um conjunto de parâmetros estabelecidos para validação de métodos de confirmação qualitativos e quantitativos. |
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| Autores principais: | Pereira, Sara Liliana Rodrigues |
| Assunto: | Dopagem GC-MS/MS THC-COOH Validação WADA Doping Validation |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As motivações que levam um praticante desportivo a recorrer à utilização de substâncias e métodos proibidos são complexas, existindo uma necessidade de controlo e deteção de dopagem capazes de acompanhar os avanços científicos. O constante aparecimento de novos compostos e metodologias de dopagem resulta numa atualização anual da Lista de Substâncias e Métodos Proibidos. Se, por um lado, os avanços científicos possibilitam uma maior facilidade na deteção destas irregularidades, por outro lado, surge um aumento do número de estratégias para evitar e manipular esses mesmos resultados. Neste sentido, surge um conjunto de organizações, nacionais e internacionais, entre as quais se destaca a Agência Mundial de Antidopagem (WADA), cujo objetivo consiste em erradicar as práticas de dopagem no desporto. O controlo de dopagem pode acontecer quer em eventos competitivos, quer fora de competição. No caso específico do Δ9-tetrahidrocanabinol (THC) este controlo é realizado dentro de competição. Apesar do consumo deste composto não estar associado a uma melhoria do rendimento desportivo, a sua utilização prejudica a saúde do atleta e viola o espírito desportivo, pelo que cumpre dois dos três critérios definidos pelo Código Mundial Antidoping e, como tal, está inserido numa classe de substâncias proibidas dentro de competição, os canabinóides – S8. Os laboratórios de análises de dopagem efetuam a deteção de substâncias e métodos proibidos identificados na Lista de Substâncias e Métodos Proibidos, a partir de matrizes biológicas, nomeadamente amostras de urina provenientes de praticantes desportivos. O principal metabólito do THC é o 11-nor-9-carboxi-Δ9-tetrahidrocanabinol (THC-COOH) que, quando detetado na urina, constitui uma evidência do uso recente de Cannabis. Neste trabalho foi desenvolvido e validado um método de deteção e quantificação de THC COOH, em urina, recorrendo à técnica de cromatografia gasosa acoplada a espetrometria de massa/massa (GC-MS/MS). Para o desenvolvimento do método foram otimizadas as condições cromatográficas e o método de extração. A validação do método analítico consistiu na avaliação de um conjunto de parâmetros estabelecidos para validação de métodos de confirmação qualitativos e quantitativos. |
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