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Exames nacionais: efeitos sobre escolas, alunos e famílias

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao longo dos últimos tempos, foi-se instalando entre nós uma espécie de império da performance que move decisores políticos, gestores escolares, professores e as próprias famílias. O sucesso do modelo parece assentar no exame apresentado como expoente máximo da gramática escolar, aquele que garante a objetividade e o rigor, nas palavras dos seus defensores. Este trabalho retoma a discussão de alguns dados recolhidos no âmbito de uma tese de doutoramento (Gouveia, 2017) que procurou conhecer as estratégias desenvolvidas em Portugal no seio das escolas (também impulsionadas pelas famílias) para aprimorarem as suas possibilidades de sucesso num contexto marcado pela agenda da avaliação em várias escalas (local, nacional e internacional). Dessa forma, mobilizamos múltiplos pontos de vista e diferentes perspetivas de análise dos principais intervenientes no nosso estudo de casos múltiplos: os alunos (Estudo 1 – inquéritos por questionário, n=691); os diretores dos agrupamentos de escolas6/colégios (Estudo 2 – entrevistas, n=10); e os diretores dos centros de explicações7 (Estudo 3 – entrevistas, n=4). Os principais resultados obtidos permitiram verificar que: i) os exames nacionais ocupam um lugar central na preocupação de escolas, alunos e suas famílias; ii) alimentam um mercado paralelo de explicações que leva muitas vezes à não frequência pelos alunos a apoios pedagógicos oferecidos pelas escolas; iii) a existência de exames nacionais tem influência no modo de organização do trabalho pedagógico e na ação dos professores.
Autores principais:Gouveia, Andreia
Outros Autores:Neto-Mendes, António; Torres, Leonor Lima
Assunto:Exames nacionais Rankings Explicações Apoios pedagógicos Nacional exams Academic results Private tutoring School support
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Ao longo dos últimos tempos, foi-se instalando entre nós uma espécie de império da performance que move decisores políticos, gestores escolares, professores e as próprias famílias. O sucesso do modelo parece assentar no exame apresentado como expoente máximo da gramática escolar, aquele que garante a objetividade e o rigor, nas palavras dos seus defensores. Este trabalho retoma a discussão de alguns dados recolhidos no âmbito de uma tese de doutoramento (Gouveia, 2017) que procurou conhecer as estratégias desenvolvidas em Portugal no seio das escolas (também impulsionadas pelas famílias) para aprimorarem as suas possibilidades de sucesso num contexto marcado pela agenda da avaliação em várias escalas (local, nacional e internacional). Dessa forma, mobilizamos múltiplos pontos de vista e diferentes perspetivas de análise dos principais intervenientes no nosso estudo de casos múltiplos: os alunos (Estudo 1 – inquéritos por questionário, n=691); os diretores dos agrupamentos de escolas6/colégios (Estudo 2 – entrevistas, n=10); e os diretores dos centros de explicações7 (Estudo 3 – entrevistas, n=4). Os principais resultados obtidos permitiram verificar que: i) os exames nacionais ocupam um lugar central na preocupação de escolas, alunos e suas famílias; ii) alimentam um mercado paralelo de explicações que leva muitas vezes à não frequência pelos alunos a apoios pedagógicos oferecidos pelas escolas; iii) a existência de exames nacionais tem influência no modo de organização do trabalho pedagógico e na ação dos professores.