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Veículos autónomos: dos impactos à definição de estratégias de política e planeamento urbano

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nos últimos anos tem-se assistido a uma intensa discussão por parte da comunidade científica sobre a utilização de veículos autónomos (VA) na mobilidade de pessoas e mercadorias, sendo apontada como a grande tendência para o futuro da atual indústria automóvel, representando uma nova abordagem para o futuro da mobilidade urbana, capaz de conduzir a alterações significativas nas várias formas como nos deslocamos e influenciar o comportamento das pessoas e o uso dos seus veículos. Face à novidade do fenómeno, este trabalho consiste num estudo exploratório dos potenciais impactos dos VA nas cidades, em diversas áreas como a mobilidade, o tráfego, a segurança e o ambiente. Adicionalmente, é efetuada uma análise holística sobre as formas de atuação em termos de estratégias de política e planeamento, a nível dos governos locais e centrais. Este trabalho tem como base publicações científicas e relatórios institucionais sobre os diferentes impactos e identificação das estratégias de política e planeamento para a integração dos VA na mobilidade urbana. Deste modo, tendo por base os critérios da eficiência, aceitação política, viabilidade operacional, procedeu-se a uma avaliação da importância das estratégias através da realização de um inquérito dirigido a um grupo de stakeholders que inclui os técnicos superiores associados às áreas da mobilidade, do planeamento, dos transportes e das infraestruturas, quer ao nível municipal como nacional. Do inquérito importa destacar que as estratégias que visam direta ou indiretamente questões relacionadas com a segurança, reduzir o congestionamento e melhorar a qualidade do ar, são aquelas que apresentam mais probabilidade de virem a ser implementadas. Da análise dos estudos e dos resultados dos inquéritos foi possível apurar que é previsível um aumento significativo na segurança, a redução dos congestionamentos, o aumento do número de viagens, e benefícios ambientais resultantes da redução do consumo de energia e emissões. Assim, considera-se que todos os stakeholders, sobretudo os decisores políticos e técnicos, devem assumir o compromisso de preparar os cidadãos e organizar os seus territórios, especialmente as cidades, na aptidão para receberem e adotarem com sucesso este tipo de mobilidade.
Autores principais:Maia, Isabel Cristina Pires Silva
Assunto:Veículos Autónomos Impactos Estratégias Mobilidade Urbana Autonomous Vehicles Impacts Strategies Mobility
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Nos últimos anos tem-se assistido a uma intensa discussão por parte da comunidade científica sobre a utilização de veículos autónomos (VA) na mobilidade de pessoas e mercadorias, sendo apontada como a grande tendência para o futuro da atual indústria automóvel, representando uma nova abordagem para o futuro da mobilidade urbana, capaz de conduzir a alterações significativas nas várias formas como nos deslocamos e influenciar o comportamento das pessoas e o uso dos seus veículos. Face à novidade do fenómeno, este trabalho consiste num estudo exploratório dos potenciais impactos dos VA nas cidades, em diversas áreas como a mobilidade, o tráfego, a segurança e o ambiente. Adicionalmente, é efetuada uma análise holística sobre as formas de atuação em termos de estratégias de política e planeamento, a nível dos governos locais e centrais. Este trabalho tem como base publicações científicas e relatórios institucionais sobre os diferentes impactos e identificação das estratégias de política e planeamento para a integração dos VA na mobilidade urbana. Deste modo, tendo por base os critérios da eficiência, aceitação política, viabilidade operacional, procedeu-se a uma avaliação da importância das estratégias através da realização de um inquérito dirigido a um grupo de stakeholders que inclui os técnicos superiores associados às áreas da mobilidade, do planeamento, dos transportes e das infraestruturas, quer ao nível municipal como nacional. Do inquérito importa destacar que as estratégias que visam direta ou indiretamente questões relacionadas com a segurança, reduzir o congestionamento e melhorar a qualidade do ar, são aquelas que apresentam mais probabilidade de virem a ser implementadas. Da análise dos estudos e dos resultados dos inquéritos foi possível apurar que é previsível um aumento significativo na segurança, a redução dos congestionamentos, o aumento do número de viagens, e benefícios ambientais resultantes da redução do consumo de energia e emissões. Assim, considera-se que todos os stakeholders, sobretudo os decisores políticos e técnicos, devem assumir o compromisso de preparar os cidadãos e organizar os seus territórios, especialmente as cidades, na aptidão para receberem e adotarem com sucesso este tipo de mobilidade.