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Salvar a poesia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:[Excerto] Se consultarmos o Dicionário de Literatura Portuguesa (ed. Figueirinhas) leremos, sobre a poesia de Paulo Teixeira (PT) o seguinte verbete, assinado por Fernando Guimarães: 1) que a poesia do autor de As Imaginações da Verdade, seu livro de estreia, em 1985, se estriba numa narratividade dramática; 2) que essa narratividade reenvia para um mundo de referências culturais corporizado em personagens; 3) que há na sua poesia um sentido visionário; 4) que a intervenção das personae, muitas vezes título de poemas, “tendem a anular ou a desviar, mediante o sentido de construção poética a que recorre o desenvolvimento simbólico a que enviam tais referências culturais, a emergência mais ou menos desconstrutora de uma subjetividade [...]”; que, em rigor, a poesia de PT se aproxima de uma figuração clássica. Estas coordenadas não estão ausentes dos dois volumes de poesia que agora publica, um na Caminho, intitulado A Comoção do Mundo, um outro, com chancela da Imprensa Nacional, em cujas páginas se reúne toda a sua poesia anterior, O Último Poeta Romano. Leiamos este momento de chegada de um dos mais importantes poetas revelados na década de 1980
Autores principais:Cortez, António Carlos
Assunto:Literatura portuguesa Poesia Paulo Teixeira
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:recensão
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:[Excerto] Se consultarmos o Dicionário de Literatura Portuguesa (ed. Figueirinhas) leremos, sobre a poesia de Paulo Teixeira (PT) o seguinte verbete, assinado por Fernando Guimarães: 1) que a poesia do autor de As Imaginações da Verdade, seu livro de estreia, em 1985, se estriba numa narratividade dramática; 2) que essa narratividade reenvia para um mundo de referências culturais corporizado em personagens; 3) que há na sua poesia um sentido visionário; 4) que a intervenção das personae, muitas vezes título de poemas, “tendem a anular ou a desviar, mediante o sentido de construção poética a que recorre o desenvolvimento simbólico a que enviam tais referências culturais, a emergência mais ou menos desconstrutora de uma subjetividade [...]”; que, em rigor, a poesia de PT se aproxima de uma figuração clássica. Estas coordenadas não estão ausentes dos dois volumes de poesia que agora publica, um na Caminho, intitulado A Comoção do Mundo, um outro, com chancela da Imprensa Nacional, em cujas páginas se reúne toda a sua poesia anterior, O Último Poeta Romano. Leiamos este momento de chegada de um dos mais importantes poetas revelados na década de 1980