Publicação

Inclusão no pré-escolar: um estudo na rede pública do sudeste do Brasil

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O processo de educação inclusiva implica que todos e todas sejam considerados nas suas diversidades e possibilidades. A escolas de modo geral, se configuram como terreno fértil para o favorecimento das práticas inclusivas. Após a família, a escola se constitui como o primeiro espaço onde a criança com desenvolvimento típico e com necessidades educativas especiais, participam de maneira autônoma. A educação pré-escolar, de acordo com os pressupostos da educação infantil, deverá favorecer as interações sociais. As crianças são estimuladas a conviver e a aprender com as diferenças e possibilidades pessoais e de seus pares. Este estudo parte do interesse em analisar a atitude das crianças com desenvolvimento típico em relação aos seus pares com necessidades educativas especiais. A metodologia utilizada neste estudo foi de natureza quantitativa, descritiva e inferencial para uma amostra de 123 crianças com desenvolvimento típico, de cinco anos de idade, frequentando ensino público brasileiro na modalidade pré-escolar em turmas onde acontece a inclusão de crianças com necessidades educativas especiais. O instrumento utilizado para recolha de dados neste estudo foi a “Escala de Atitude acerca da Inclusão de Crianças com Necessidades Educativas Especiais no Pré-escolar” (Rodrigues & Pereira, 2017), adaptada da “Acceptance Scale for Kindergarden” (Favazza & Odom, 1996). Os resultados apontam para não diferenciação das atitudes de crianças com desenvolvimento típico frente aos seus pares com necessidades educativas especiais. Em função das hipóteses previamente delineadas, a variável sexo é um fator que não determina as atitudes das crianças com DT, a variável tipo de NEE não tem influência nas atitudes do grupo de crianças participantes deste estudo, não há diferenças estatisticamente significativas entre pais que sensibilizam e os pais que não sensibilizam os seus filhos para a temática das NEE. O que conseguimos verificar através dos dados obtidos é que não existem diferenças estatisticamente significativas entre as crianças que interagem e as que não interagem com crianças com NEE em outros contextos. Refletindo a ideia da importância da educação pré-escolar na promoção de relações mais positivas. Desta forma, estes resultados garantem espaço para compreender o papel das famílias e dos educadores na melhoria da educação inclusiva.
Autores principais:Di Blasi, Ana Lúcia Siqueira
Assunto:Pré-escolar Atitude Inclusão Necessidades educativas especiais Preschool Attitude Inclusion Special educational needs
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O processo de educação inclusiva implica que todos e todas sejam considerados nas suas diversidades e possibilidades. A escolas de modo geral, se configuram como terreno fértil para o favorecimento das práticas inclusivas. Após a família, a escola se constitui como o primeiro espaço onde a criança com desenvolvimento típico e com necessidades educativas especiais, participam de maneira autônoma. A educação pré-escolar, de acordo com os pressupostos da educação infantil, deverá favorecer as interações sociais. As crianças são estimuladas a conviver e a aprender com as diferenças e possibilidades pessoais e de seus pares. Este estudo parte do interesse em analisar a atitude das crianças com desenvolvimento típico em relação aos seus pares com necessidades educativas especiais. A metodologia utilizada neste estudo foi de natureza quantitativa, descritiva e inferencial para uma amostra de 123 crianças com desenvolvimento típico, de cinco anos de idade, frequentando ensino público brasileiro na modalidade pré-escolar em turmas onde acontece a inclusão de crianças com necessidades educativas especiais. O instrumento utilizado para recolha de dados neste estudo foi a “Escala de Atitude acerca da Inclusão de Crianças com Necessidades Educativas Especiais no Pré-escolar” (Rodrigues & Pereira, 2017), adaptada da “Acceptance Scale for Kindergarden” (Favazza & Odom, 1996). Os resultados apontam para não diferenciação das atitudes de crianças com desenvolvimento típico frente aos seus pares com necessidades educativas especiais. Em função das hipóteses previamente delineadas, a variável sexo é um fator que não determina as atitudes das crianças com DT, a variável tipo de NEE não tem influência nas atitudes do grupo de crianças participantes deste estudo, não há diferenças estatisticamente significativas entre pais que sensibilizam e os pais que não sensibilizam os seus filhos para a temática das NEE. O que conseguimos verificar através dos dados obtidos é que não existem diferenças estatisticamente significativas entre as crianças que interagem e as que não interagem com crianças com NEE em outros contextos. Refletindo a ideia da importância da educação pré-escolar na promoção de relações mais positivas. Desta forma, estes resultados garantem espaço para compreender o papel das famílias e dos educadores na melhoria da educação inclusiva.