Publicação
Avaliação do efeito de composto e frações enriquecidas em sustâncias húmicas em ensaios à escala de campo e à escala laboratorial in vitro
| Resumo: | Com o crescimento atual da população surgem necessidades mais urgentes de aumentar a produtividade agrícola, redirecionar o desperdício alimentar/agrícola e diminuir o impacto de ameaças como agentes patogénicos na agricultura. Neste sentido, a compostagem apresenta-se como uma proposta de valor (social, ambiental e económica) na reutilização destes excedentes, transformando-os num composto orgânico com enorme valor agrícola, como promotor de crescimento e biopesticida. Tendo isto em consideração, foi objetivo deste trabalho avaliar o efeito que a utilização de 4 compostos orgânicos diferentes (Resíduos urbanos (N), Guano (G), Vermicomposto (VC) e Composto de algas (CA)), e de extratos húmicos e macerados preparados a partir destes, podem ter na produção de culturas como a alface (Lactuca sativa) e o morangueiro (Fragaria ananassa), num ensaio de campo; e num ensaio in vitro, a capacidade de promover o crescimento de alface, e a inibição/promoção de crescimento de microrganismos patogénicos/mutualistas. Num estudo de campo, o composto CA a concentração de 2,55 Kg/m2, demonstrou produzir alfaces com mais e maiores raízes e folhas. Já o composto N, de origem vegetal, demonstrou ser superior a um de origem animal (G), ao produzir morangos em maior quantidade e com maior tempo de prateleira. Destacando-se que a qualidade de um composto é mais importante que o aumento da quantidade aplicada deste, e que a presença de um fertilizante orgânico é, de forma geral, melhor que a sua ausência. In vitro, os extratos húmicos do composto de algas (CA) produziram plântulas com raízes, pecíolos e folhas mais compridas que os restantes compostos. Os extratos húmicos também se mostraram eficientes na inibição de crescimento de microrganismos patogénicos como a Phytophthora cinnamomi, Salmonella typhimurium e Xanthomonas arboricola. Além destes, também os macerados (principalmente de Guano a 50 g/L) exerceram um efeito inibitório no crescimento de Phytophthora cinnamomi, Diplodia corticola, e na promoção de crescimento, e produção de extrólitos, de Penicillium citrinum. De acordo com os resultados aqui presentes, parece inquestionável a mais valia do uso de fertilizantes orgânicos e das substâncias neles presentes, salientando-se assim, inerentemente, o valor de uma prática como a compostagem. |
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| Autores principais: | Santos, Celso Manuel Fonseca |
| Assunto: | Biopesticida Compostagem Composto orgânico Substâncias húmicas Biopesticide Composting Humic substances Organic compost Ciências Naturais::Ciências Biológicas |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Com o crescimento atual da população surgem necessidades mais urgentes de aumentar a produtividade agrícola, redirecionar o desperdício alimentar/agrícola e diminuir o impacto de ameaças como agentes patogénicos na agricultura. Neste sentido, a compostagem apresenta-se como uma proposta de valor (social, ambiental e económica) na reutilização destes excedentes, transformando-os num composto orgânico com enorme valor agrícola, como promotor de crescimento e biopesticida. Tendo isto em consideração, foi objetivo deste trabalho avaliar o efeito que a utilização de 4 compostos orgânicos diferentes (Resíduos urbanos (N), Guano (G), Vermicomposto (VC) e Composto de algas (CA)), e de extratos húmicos e macerados preparados a partir destes, podem ter na produção de culturas como a alface (Lactuca sativa) e o morangueiro (Fragaria ananassa), num ensaio de campo; e num ensaio in vitro, a capacidade de promover o crescimento de alface, e a inibição/promoção de crescimento de microrganismos patogénicos/mutualistas. Num estudo de campo, o composto CA a concentração de 2,55 Kg/m2, demonstrou produzir alfaces com mais e maiores raízes e folhas. Já o composto N, de origem vegetal, demonstrou ser superior a um de origem animal (G), ao produzir morangos em maior quantidade e com maior tempo de prateleira. Destacando-se que a qualidade de um composto é mais importante que o aumento da quantidade aplicada deste, e que a presença de um fertilizante orgânico é, de forma geral, melhor que a sua ausência. In vitro, os extratos húmicos do composto de algas (CA) produziram plântulas com raízes, pecíolos e folhas mais compridas que os restantes compostos. Os extratos húmicos também se mostraram eficientes na inibição de crescimento de microrganismos patogénicos como a Phytophthora cinnamomi, Salmonella typhimurium e Xanthomonas arboricola. Além destes, também os macerados (principalmente de Guano a 50 g/L) exerceram um efeito inibitório no crescimento de Phytophthora cinnamomi, Diplodia corticola, e na promoção de crescimento, e produção de extrólitos, de Penicillium citrinum. De acordo com os resultados aqui presentes, parece inquestionável a mais valia do uso de fertilizantes orgânicos e das substâncias neles presentes, salientando-se assim, inerentemente, o valor de uma prática como a compostagem. |
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