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Vivências traumáticas: impacto na reatividade emocional e na perceção da valência de imagens

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O trauma é um tema amplamente estudado e com impactos profundos na saúde mental, física e cognitiva dos indivíduos. A literatura demonstra que a exposição a eventos traumáticos pode levar a alterações na regulação emocional e na perceção de estímulos. No entanto, ainda existem algumas lacunas neste domínio, nomeadamente no que diz respeito aos efeitos dos diferentes tipos de trauma e à influência que a quantidade de eventos traumáticos vividos possa ter nesses efeitos, especialmente na população portuguesa. O presente estudo tem como principal objetivo analisar o impacto que os eventos traumáticos possam ter na reatividade emocional e na perceção da valência de estímulos visuais, considerando também os diferentes tipos de trauma e de problema, bem como diversos fatores sociodemográficos. A amostra foi composta por 302 participantes (68,9% mulheres), com idades compreendidas entre os 18 e os 86 anos. Foram avaliadas as respostas a um questionário sociodemográfico, à Escala das Experiências Traumáticas (TEC), à Escala de Reatividade Emocional (ERE) e a uma tarefa de avaliação da valência de imagens. Os resultados demonstraram que os participantes que experienciaram eventos traumáticos apresentaram uma maior reatividade emocional e avaliaram as imagens positivas como sendo menos positivas. Concluímos, assim, que a exposição a eventos traumáticos influencia significativamente a maneira como os indivíduos percecionam estímulos visuais e reagem emocionalmente, reforçando a importância de considerar o número e o tipo de eventos vividos, bem como o ambiente familiar e o contexto. Estes resultados contribuem para uma melhor compreensão do impacto que os eventos traumáticos têm na população portuguesa e salientam a importância de continuar a investigar este tema, de forma a adaptar as práticas clínicas e as políticas de intervenção.
Autores principais:Bento, Maria Clara Ornelas
Assunto:Eventos Traumáticos Reatividade Emocional Perceção de Estímulos Visuais Traumatic Events Emotional Reactivity Visual Stimulus Perception
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O trauma é um tema amplamente estudado e com impactos profundos na saúde mental, física e cognitiva dos indivíduos. A literatura demonstra que a exposição a eventos traumáticos pode levar a alterações na regulação emocional e na perceção de estímulos. No entanto, ainda existem algumas lacunas neste domínio, nomeadamente no que diz respeito aos efeitos dos diferentes tipos de trauma e à influência que a quantidade de eventos traumáticos vividos possa ter nesses efeitos, especialmente na população portuguesa. O presente estudo tem como principal objetivo analisar o impacto que os eventos traumáticos possam ter na reatividade emocional e na perceção da valência de estímulos visuais, considerando também os diferentes tipos de trauma e de problema, bem como diversos fatores sociodemográficos. A amostra foi composta por 302 participantes (68,9% mulheres), com idades compreendidas entre os 18 e os 86 anos. Foram avaliadas as respostas a um questionário sociodemográfico, à Escala das Experiências Traumáticas (TEC), à Escala de Reatividade Emocional (ERE) e a uma tarefa de avaliação da valência de imagens. Os resultados demonstraram que os participantes que experienciaram eventos traumáticos apresentaram uma maior reatividade emocional e avaliaram as imagens positivas como sendo menos positivas. Concluímos, assim, que a exposição a eventos traumáticos influencia significativamente a maneira como os indivíduos percecionam estímulos visuais e reagem emocionalmente, reforçando a importância de considerar o número e o tipo de eventos vividos, bem como o ambiente familiar e o contexto. Estes resultados contribuem para uma melhor compreensão do impacto que os eventos traumáticos têm na população portuguesa e salientam a importância de continuar a investigar este tema, de forma a adaptar as práticas clínicas e as políticas de intervenção.